ALERTA: Sem travão à produção da OPEP, Rússia prevê petróleo a cair para os 30 dólares.

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Depois de se aproximar dos 80 dólares, os preços do petróleo têm vindo a recuar nos mercados internacionais. Tensões comerciais, que ameaçam o crescimento mundial, levando a uma quebra da procura, mas também uma oferta elevada estão a pressionar as cotações. E, avisa a Rússia, sem um travão à produção da OPEP, o barril pode descer ainda mais.

“Não sabemos se a OPEP+ [que inclui os países da OPEP e outros grandes produtores como a Rússia] vão chegar a um acordo para limitar a produção ou não. Se não, os preços podem cair abaixo do 40 dólares para 30 dólares por barril“, afirmou o ministro russo da Energia, Alexander Novak, citado pela Reuters.

reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) está agendada para julho, altura em que termina o acordo atual que ditou uma redução de 1,2 milhões de barris de petróleo por dia.

Um novo acordo para travar a produção é visto pela Rússia como essencial para manter os preços da matéria-prima em valores que sejam comportáveis para os vários países que pertencem ao cartel petrolífero.

Um travão à oferta poderá evitar uma descida abrupta dos preços da matéria-prima, numa altura em que aumentam os receios quanto à procura mundial por petróleo.

Com os EUA e a China em “guerra comercial”, começam a sentir-se os efeitos na economia mundial. O abrandamento da economia global acabará por ter impacto na procura, sendo que havendo muita oferta no mercado acabará por assistir-se a uma descida das cotações mercados internacionais.

Este clima de tensão entre EUA e China levou já os preços a registarem uma queda acentuada nos últimos meses. Depois de se aproximar da fasquia dos 80 dólares, o barril de petróleo tem vindo a perder valor.

Neste momento, o crude, negociado em Nova Iorque, segue a valorizar 0,24% para os 54,12 dólares, depois de já ter desvalorizado quase 18% desde o pico de abril, entrando em “bear market” na passada sexta-feira. Ainda assim, face ao início do ano, o crude acumula uma valorização de 19%.

Já o Brent, negociado em Londres, que serve de referência para as importações portuguesas, está a descer 0,09% para os 63,23 dólares por barril, invertendo face à valorização registada no início da sessão. O Brent acumula uma valorização de 17% desde o início de 2019.

Apesar dos esforços da OPEP e da Rússia, a cotação do barril não tem conseguido manter-se nos níveis desejados pelo cartel. Em causa está o aumento da produção norte-americana dado o objetivo claro dos EUA de manter o preço do petróleo baixo, assim como a perspetiva de que haverá menor procura pelo “ouro negro” no futuro dado que a economia mundial está em fase de desaceleração provocada pela disputa comercial. Em 2018, a produção mundial de petróleo atingiu um recorde.

Fonte: Jornal de Negócios e Eco.

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