Harry quer levar o bebé Archie e Meghan a Angola para recordar o trabalho de Diana.

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O príncipe Harry está a planear levar a mulher, Meghan Markle, e o filho, Archie, numa visita a Angola e a outros países africanos, como o Malawi e Botswana, para continuar o trabalho que a sua mãe, a princesa Diana, começara a fazer meses antes de morrer.

Recorde-se que a ‘Princesa do Povo’ esteve em Angola em 1997 a apoiar a organização HALO Trust na luta contra as minas antipessoais, tendo conhecido várias crianças mutiladas pelas minas e contribuído para uma maior consciencialização internacional do problema.

Em 1997, as imagens de “Lady Di” com crianças mutiladas por minas terrestres e a atravessar um campo minado colocaram o assunto na agenda internacional.

A 15 de Janeiro de 1997, Diana de Gales deslocou-se ao Huambo, em Angola, numa missão. “Lady Di” era uma das maiores defensoras da retirada das minas terrestres dos antigos campos de guerra, tendo trabalhado com inúmeros organismos internacionais de desminagem, entre os quais a britânica Hallo Trust.

Foi com esta ONG que visitou o bairro de Santo António, na zona urbana da cidade, e as imagens de uma das figuras mais marcantes da época com crianças mutiladas por minas terrestres e a atravessar um campo minado colocaram o assunto na agenda internacional.

Vinte anos depois de a mediática visita de Diana, as organizações não-governamentais que trabalham no país enfrentam hoje uma crise de financiamento que ameaça o processo. Incluindo a Halo Trust, que tem no terreno, entre as províncias do Huambo e do Cuando Cubango, 13 equipas, de sapadores, inspecção e destruição de armas, munições e engenhos explosivos, envolvendo cerca de 220 trabalhadores.

Valdemar Fernandes, chefe de operações da Halo Trust em Angola, recorda que em 2008 aquela ONG contava com 80 equipas e mais de 1.200 trabalhadores no terreno, pelo que o cenário actual, de falta de financiamento, coloca em causa a meta de concluir a desminagem do país até 2025. “Vai-se atrasar mais para reduzirmos o nível de contaminação de minas no país. A desminagem é um processo lento, demorando e também oneroso, mas que no final os resultados são de louvar. Quando libertamos um campo para a população trabalhar é simplesmente fantástico”, disse à Lusa.

Desde 1994, só a Halo Trust desminou em províncias do centro e sul de Angola 815 campos, numa área equivalente a 23 quilómetros quadrados, além de 5.595 quilómetros de estradas, tendo destruído, até final de 2016, um total de 93.536 minas e 163.496 engenhos explosivos não detonados, colocados ao longo do período de quase 30 anos de guerra civil no país.

Números oficiais do Governo angolano, que a par destas organizações também assegura operações de desminagem, indicam que o país ainda necessita de uma contribuição de mais de 275,2 milhões de dólares (quase 250 milhões de euros) para desminar o país até 2025, actualmente ainda com 1.435 áreas minadas.

Fonte: Flash, Sábado.

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