ALERTA: Oi rejeita ter recebido proposta da Sonangol.

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A empresa brasileira Oi recebeu uma proposta de 850 milhões de dólares pela aquisição de 25% da Unitel, um dos maiores contribuintes e empregadores de Angola.

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, a petrolífera angolana Sonangol, que nomeou três dos cinco administradores do novo conselho de administração da operadora local daquele país africano, de seguida terá oferecido o equivalente a 1 milhar de milhões de dólares (1 bilião de dólares) pela referida parcela.

A Oi, companhia em recuperação judicial, deixou explicito ao mercado prevendo no Plano de Recuperação Judicial das Empresas, a alienação da participação indirecta na empresa angolana, mas rejeita ter recebido qualquer proposta por parte da petrolífera angolana.

A instabilidade na Sonangol poderá assim contribuir para uma maior deterioração do ambiente de negócios, em especial na captação e entrada de capital fresco, intervenção do Estado na economia, sem contar que não existe nenhum racional, numa altura em que Angola percorre um caminho difícil e com enorme endividamento, empréstimos, pagamentos em atraso e escassez de Reservas Internacionais Líquidas, em tentar comprar e/ou estorvar um negócio que se prevê positivo para Luanda, uma vez que Vidatel e Geni são detidas por cidadãos nacionais.

De questionar o posicionamento em torno da doutrina assente no patriotismo económico, uma vez que a Sonangol preferiu coligar-se a Oi de modo a tomar posição dentro da Unitel, não contemplando que a empresa brasileira quer vender a sua participação, colocando assim num espaço periclitante a existência de uma companhia e de milhares de postos de trabalho.

De relembrar ainda que a participação da Unitel faz parte de uma lista de 52 activos que o Governo angolano decidiu alienar até Dezembro de 2019. O “Programa Regeneração” foi no dado ao processo de reestruturação da Sonangol, o qual contempla também a privatização parcial da própria petrolífera.

A Unitel, a maior operadora de telecomunicações móveis em Angola, tem como accionistas, com 25% cada um, a Vidatel, a Geni, a Mercury e a PT Ventures. A participação da Sonangol na Unitel está materializada através da Mercury, uma subsidiária de serviços de telecomunicações.

A Unitel é também a maior accionista do BFA (Banco Fomento Angola), do qual detém 51,9% do capital.

Em Portugal, a Sonangol, tem uma participação de 19,549%  no BCP e uma posição indirecta na Galp através da Amorim Energia. Esta “holding” controla 33,34% da empresa portuguesa e é detida a 55% pela família Amorim e a 45% pela Esperanza.

(notícia em actualização)

Fonte: Estadão de São Paulo, Seu Dinheiro, Cidadela

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