Washington e Teerão trocam acusações sobre ataque a petroleiros.

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Depois do secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, ter acusado imediatamente o Irão de ser “responsável” pelos ataques contra dois petroleiros no mar de Omã, após anteriores incidentes com quatro navios, incluindo três petroleiros, ao largo dos Emirados Árabes Unidos, o Governo do Irão veio rejeitar “categoricamente” a alegação dos EUA, condenando também os incidentes “com a maior veemência possível”. “O Governo dos Estados Unidos considera que a República islâmica do Irão é responsável pelos ataques de hoje no mar de Omã”, disse Pompeo perante os media em Washington. Ao justificar as suas acusações, Pompeo evocou as informações recolhidas pelos serviços de informações, “as armas utilizadas”, os anteriores ataques contra os navios que Washington também atribuiu a Teerão e o facto de nenhum dos grupos aliados do Irão na região possuir os meios para atingir “um tal nível de sofisticação”. O secretário de Estado considerou ainda que o Irão pretende impedir a passagem de petróleo pelo estreito de Ormuz. Pelo contrário, o Governo iraniano declarou que “o Irão está pronto para desempenhar um papel ativo e construtivo em garantir a segurança das passagens marítimas estratégicas, bem como promover a paz, a estabilidade e a segurança na região”. A mesma nota do governo de Teerão alerta para a “coerção, intimidação e comportamento maligno” de Washington. O guia supremo do Irão, Ali Kamenei, recusou já qualquer diálogo com o Presidente dos EUA, Donald Trump, na presença do primeiro-ministro japonês Shinzo Abe, de vista a Teerão. Por sua vez, Trump considerou ser demasiado cedo para “admitir que seja encontrado um acordo” entre os dois países inimigos. “Eles não estão prontos e nós também não”, escreveu o milionário republicano na sua conta Twitter. Com Lusa

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