ANGOLA: Aumento na dívida atrasada para o exterior pode forçar ida ao mercado no II semestre.

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O FMI aprovou, nesta quarta-feira 12 de junho, a primeira revisão do Programa de Financiamento Ampliado, disponibilizando assim a segunda tranche do financiamento – USD 248 milhões. A revisão devia ter sido feita no final de março, mas acreditamos que a Instituição tenha preferido esperar pela confirmação da implementação do OGE Revisto, de modo a fazer uma análise mais detalhada. O comunicado feito pelo FMI indica uma continuada coordenação entre o Fundo e o Executivo, com elogios à prudência orçamental manifestada com a revisão do OGE.

O único facto negativo relatado foi o pedido das autoridades angolanas (e aceite pelo FMI) de suspensão ao critério de não acumulação das dívidas atrasadas ao exterior – ou seja, Angola terá tido um aumento (não sendo claro de que dimensão) nas dívidas atrasadas ao exterior no período em avaliação. Isto poderá significar, para os analistas do Banco de Fomento de Angola (BFA), que Luanda recorrerá ao mercado para obter financiamento.

A próxima revisão está marcada para o final de setembro de 2019.

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