Ex-presidente egípcio Mohammed Morsi morre em tribunal.

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O ex-presidente egípcio, Mohammed Morsi, morreu esta segunda-feira em tribunal, segundo a televisão egípcia. Tinha 67 anos.

Morsi foi democraticamente eleito após a Primavera Árabe de 2011 ter levado ao fim do regime de Hosni Mubarak, que estava no poder há 30 anos. Seria derrubado num golpe militar em julho de 2013, depois de protestos em massa nas ruas do Egito, tendo ficado no cargo poucos mais de um ano. Estava preso desde então. O então chefe do exército, o marechal Abdul Fatah Al-Sisi, foi depois eleito presidente.

Segundo a televisão estatal, Morsi desmaiou durante uma sessão do julgamento, em que era acusado de espionagem para grupos militares estrangeiros, nomeadamente o palestiniano do Hamas, tendo morrido em seguida no hospital. No banco dos réus sentam-se outras 23 pessoas.

“Ele estava a falar diante do juiz há 20 minutos quando ficou exaltado e desmaiou. Foi rapidamente levado para o hospital onde acabaria por morrer”, segundo uma fonte judicial citada pela Al-Jazeera.

Morsi, que pertence à Irmandade Muçulmana (entretanto ilegalizada), foi condenado a sete anos de prisão por falsificar a sua candidatura às presidenciais de 2012, assim como 20 anos de prisão pela morte de manifestantes durante os protestos de 2012. Chegou a ser condenado à morte por espionagem, mas a sentença foi revogada num tribunal de recurso. Foi ainda condenado a perpétua por espionagem num caso relacionado com o Qatar.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, foi o primeiro líder mundial a prestar tributo a Morsi, apelidando-o de “mártir”.

Fonte: Lusa, DN

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