EMPRESAS: Odebrecht pede proteção contra credores, seguindo mesmo caminho que a Oi.

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A construtora brasileira Odebrecht, envolvida no escândalo de corrupção Lava Jato, pediu proteção contra credores ao abrigo da lei de falências. O pedido foi feito em tribunal de São Paulo, no Brasil, e a empresa visa reestruturar 51 mil milhões de reais (11,6 mil milhões de euros) de dívida.

O pedido, definido como uma das maiores reestruturações de dívida por via da justiça na América Latina, segundo a Reuters, surge depois de o grupo se debater com problemas financeiros há vários anos.

A Oi, empresa brasileira que detém participação de 25% na Unitel quer cumprir a meta prevista no seu plano estratégico de negócios e desfazer-se da participação na empresa angolana.

A negociação, segundo a telefônica brasileira que tem em execução um Plano de Recuperação Judicial onde está previsto a redução do passivo da companhia, através da conversão de 72,12% da dívida suportada pelos credores, aos quais serão concedidos direitos sobre a empresa, decorre com diversos interessados.

A empresa pede ao juiz para impedir que os sete maiores credores do grupo – seis bancos e um fundo de investimento – tomem posse ou vendam ações daquela que é considerada a “jóia da coroa” do grupo, que controla a participação na empresa petroquímica Braskem. As ações da petroquímica são dadas em garantia aos credos. Contudo, a Odebrecht afirma que a participação na Braskem é essencial para a sua reestruturação, uma vez que esta foi responsável por quase 80% das receitas do grupo no ano passado.

A Odebrecht defende que a proteção à falência é a melhor formade concluir a reestruturação da sua dívida, já que os credores tentaram apreender ativos dados em garantia para empréstimos não pagos. A reestruturação da dívida diz respeito à controladora Odebrecht e a uma rede de holdings.

O valor total da dívida totaliza os 22.400 milhões de euros, sendo a maior falência da história da América Latina, indica o Cinco Días. No início deste mês, a Odebrecht convocou uma assembleia de credores, onde tentou vender a petroquímica.

Construtora segue caminho similar ao da Oi

A Oi encerrou o exercício financeiro de 2017 com um prejuízo de 6,365 mil milhões de reais (em torno de 1,46 mil milhões de euros).
No mesmo período a dívida líquida era de 47,621 mil milhões de reais (10,91 mil milhões de euros) em 2017.

No documento, divulgado horas depois da aprovação do plano de recuperação judicial com ajustes na assembleia-geral de credores no Rio de Janeiro, no Brasil, a empresa precisa que “os créditos listados na recuperação judicial da Oi totalizavam 64 mil milhões de reais (16,4 mil milhões de euros), que incluíam 49,4 mil milhões de reais (12,7 mil milhões de euros) de dívida financeira”, sendo que “o restante englobava passivos trabalhistas, de fornecedores, regulatórios e cíveis”.

“Com o plano, os 49,4 mil milhões de reais caem para 23,9 mil milhões de reais (6,1 mil milhões de euros), permitindo reduzir a alavancagem financeira líquida […] para menos de três vezes do Ebitda”, isto é, dos lucros antes de juros, impostos, depreciações e amortizações, acrescenta a empresa.

Segundo a Oi, o restante passivo será reduzido através da amortização ou do “alargamento do prazo na forma do plano e de acordo com a capacidade de geração de caixa da companhia”.

O prazo médio da dívida ficará, assim, acima de 10 anos.

As duas empresas possuem enorme exposição no mercado angolano, sendo a Oi detentora de 25% da Unitel.

Fonte: dinheirovivo, RTP, Cid.

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