PETRÓLEO: Barato ou caro? Depende da geografia.

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Os ataques aos dois petroleiros no Golfo Pérsico fizeram soar as sirenes nos mercados internacionais. Antes desse acontecimento, que ocorreu na quinta-feira, em Portugal a gasolina estava oito cêntimos mais barata do que há um ano e a tendência, confirmada pelos analistas, era de descida dos preços dos combustíveis para os próximos meses.

Estas notícias estavam a animar a economia nacional, mas os empresários – para quem as despesas com energia representam um ou o principal custo -, mal tiveram tempo de brindar à baixa de preços. Foram surpreendidos com os ataques aos petroleiros que logo vieram agitar o preço do Brent. O valor abriu em alta na sexta-feira, no mercado de futuros em Londres, com o barril de petróleo a valer 61,75 dólares, mais 0,50% do que no fecho da sessão anterior.

A tensão geoestratégica nesta região do mundo não é nova, seja entre Estados Unidos e Irão, seja também por pressão da tensão acumulada entre Estados Unidos e China – os dois grandes consumidores de petróleo do mundo e que, em conjunto, absorvem um terço da produção mundial.

Do lado de alguns produtores de petróleo, na geografia do Golfo e também de África, esta subida é uma boa notícia. Veja-se o caso de Angola: apesar do esforço para a diversificação da economia, o petróleo continua a ser a principal fonte de receita do país e, indiretamente, Portugal poderá beneficiar com isso devido à sua relação de parceria estratégica com a economia angolana.

Fonte: dinheirovivo, autora: Rosália Amorim

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