COMUNICAÇÃO: UNITEL não tinha Assembleia – Geral marcada.

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Segundo adiantou alguma imprensa, o nome do novo presidente do Conselho de Administração da operadora de telecomunicações angolana UNITEL, vago desde Março, teria de ser conhecido esta quarta-feira na assembleia-geral que reuniria os quatro acionistas da companhia.

Tal encontro, a semelhança da eleição, não se materializou devido a absoluta inexistência de qualquer marcação para o efeito, ou seja, nada do acima referido estava agendado.

A eleição do novo PCA da UNITEL, empresa que em Março elegeu um novo Conselho de Administração, em que a empresária Isabel dos Santos deixou a Presidência, mas manteve-se na administração, mantém-se assim por agendar.

Em Maio, na primeira reunião após a renovação do CA, os quatro acionistas não chegaram a um acordo quanto ao nome do PCA, tendo a opção sido tomar uma decisão na próxima assembleia-geral.

A UNITEL conta como acionistas com as empresas PT Ventures, Sonangol, Vidatel e Geni, todas com igual participação acionista de 25%.

Fica ainda por preencher o lugar de presidente da mesa da assembleia-geral da empresa, até então ocupado pelo general Leopoldino Fragoso do Nascimento (grupo Geni).

Os outros intervenientes.

Oi

A empresa brasileira que detém participação de 25% na Unitel quer cumprir a meta prevista no seu plano estratégico de negócios e desfazer-se da participação na empresa angolana.

A Oi encerrou o exercício financeiro de 2017 com um prejuízo de 6,365 mil milhões de reais (em torno de 1,46 mil milhões de euros).
No mesmo período a dívida líquida era de 47,621 mil milhões de reais (10,91 mil milhões de euros) em 2017.

No documento, divulgado horas depois da aprovação do plano de recuperação judicial com ajustes na assembleia-geral de credores no Rio de Janeiro, no Brasil, a empresa precisa que “os créditos listados na recuperação judicial da Oi totalizavam 64 mil milhões de reais (16,4 mil milhões de euros), que incluíam 49,4 mil milhões de reais (12,7 mil milhões de euros) de dívida financeira”, sendo que “o restante englobava passivos trabalhistas, de fornecedores, regulatórios e cíveis”.

“Com o plano, os 49,4 mil milhões de reais caem para 23,9 mil milhões de reais (6,1 mil milhões de euros), permitindo reduzir a alavancagem financeira líquida […] para menos de três vezes do Ebitda”, isto é, dos lucros antes de juros, impostos, depreciações e amortizações, acrescenta a empresa.

Segundo a Oi, o restante passivo será reduzido através da amortização ou do “alargamento do prazo na forma do plano e de acordo com a capacidade de geração de caixa da companhia”.

O prazo médio da dívida ficará, assim, acima de 10 anos.

Sonangol

A petrolífera estatal angolana Sonangol endividou-se no mercado internacional, nos últimos 10 anos, em 31.000 milhões de dólares (26.400 milhões de euros), mas terminou 2017 com uma dívida de 4.900 milhões de dólares (4.180 milhões de euros).

Entre os bancos que têm apoiado o financiamento do grupo petrolífero estatal angolano encontram-se o Credit Agricole Corporate and Investment Bank, o Standard Chartered Bank, o China Development Bank, o Industrial and Commercial Bank of China e o BNP Paribas.

A Sonangol contava em 31 de dezembro de 2016 com uma dívida externa de 9.900 milhões de dólares (8.450 milhões de euros), valor que um ano depois desceu para 4.900 milhões de dólares (4.180 milhões de euros).

No final de 2016, a então presidente do conselho de administração da petrolífera, Isabel dos Santos, anunciou no processo de reestruturação em curso na Sonangol que foi detetado um “sobredimensionamento da estrutura” daquele grupo, com cerca de 22.000 pessoas ligadas ao universo da empresa, dos quais 8.000 colaboradores ativos e mais de 1.100 colaboradores não ativos – estes representando um custo anual superior a 40 milhões de dólares (37 milhões de euros).

Acresciam mais de 8.000 trabalhadores pertencentes a empresas de trabalho temporário.

Fonte: Lusa, DN

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