DESPORTO: Palancas Negras vítimas da desorganização da FAF.

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Continuam a chegar relatos que comprovam a absoluta desorganização na preparação da seleção nacional, com tons de elevado desrespeito para a vida dos atletas profissionais que de forma honrada levaram Angola para o CAN.

Todo e qualquer amante do desporto, mas acima de tudo, todo e qualquer cidadão que respeite a bandeira do seu país está indignado, pois os Palancas Negras são a imagem de Angola em qualquer relvado.

Segundo o Jornal de Angola, o jogo contra a África do Sul, “agendado há mais de uma semana para as 17h30 (menos duas em Angola), na cidade do Cairo, acabou anulado, a pedido do selecionador nacional, o sérvio Srdjan Vasiljevic, que preferiu proteger os jogadores de eventuais lesões, visto não terem efectuado qualquer sessão em condições, depois da chegada à capital egípcia, na segunda-feira de manhã.
De acordo com fonte contactada pelo Jornal de Angola, a partir de Lisboa, o treinador lamentou o facto de ter sido obrigado a tomar tal decisão, numa altura em que o país aguarda expectante pela avaliação do grupo frente a um adversário de elevado grau de exigência, depois da vitó-ria por 2-0, no ensaio com a Guiné-Bissau.
A decisão foi tomada ontem à noite, após o jantar, por Vasiljevic, agastado por não ter treinado. Tudo que a seleção Nacional fez, desde que desembarcou, proveniente de Antenas (Grécia), onde passou em trânsito, ido de Lisboa, foi uma sessão ligeira no ginásio do Radisson Hotel.
Faltou da parte da Federação Angolana (FAF) o arrendamento de recintos para a equipa trabalhar, pois apenas amanhã, cinco dias antes da estreia na prova, que acontece na segunda-feira, diante da Tunísia, os Palancas Negras ficam a cargo do Comité Organizador do CAN. Antes disto, todas as despesas com alojamento, transporte e campo de treino são da responsabilidade dos países participantes.” Até o comité de organização do CAN ter assumido a sua obrigação, Angola ficou desprovida de qualquer condição que profissionais que representam a nossa bandeira, merecem.

Comportamento vergonhoso continua

O Jornal de Angola “tentou contactar, sem sucesso, o vice-presidente para as Selecções Nacionais, Adão Costa, no sentido de esclarecer a situação. Resta saber que implicações, no plano administrativo e disciplinar o cancelamento do amistoso acarretará à esfera da FAF, uma vez ter impedido a equipa sul-africana de fazer um treino com outro adversário.
As despesas da realização do amistoso, como arrendamento do estádio, pagamento dos árbitros, policiamento, equipa médica e assistentes de recintos desportivos foram suportadas pela África do Sul. Aliás, a razão da falta de jogos treinos dos pupilos de Vasiljevic é, de acordo com a FAF, a impossibilidade de partilhar custos com as homólogas
A preparação da equipa angolana tem sido marcada por vários percalços. O mais notado foi a greve despoletada pelos jogadores, há uma semana, em resposta à recusa do presidente da Federação, Artur Almeida e Silva, em abordar o pagamento do prémio de qualificação dado pela Confederação Africana e das diárias.

Atitude heróica por parte dos jogadores
Ultrapassado o ambiente conturbado, os atletas, liderados pelos experientes capitães Mateus Galiano e Djalma Campos, decidiram não fazer qualquer reivindicação motivada por dinheiro, durante a presença no Egipto. No entanto, a estrutura federativa dá sinais contrários ao convite feito para a instalação da harmonia no balneário.

Percalços colocam em causa objectivos

Diante da adversidade, começa a ser posta em causa os objectivos definidos para a competição. O elenco de Artur Almeida defende como meta mínima atingir a presença nas meias-finais, ambição quase impossível de ser materializada num quadro de dificuldades que indicia falta de organização.
A viagem da comitiva a Suez acontece ainda hoje, por estrada, na expectativa de encontrar criadas condições de hospedagem e de trabalho. Há o risco imediato de perda de condicionamento físico dos atletas, que cumpriram a última unidade de treino, dentro da planificação, no domingo de manhã. 
Estão à disposição da equipa técnica os guarda-redes Tony Cabaça (1º de Agosto), Landu (Interclube) e Ndulu (Desportivo da Huíla). Na defesa foram inscritos Paizo, Isaac e Dany Masunguna (1º de Agosto), Eddie Afonso e Wilson Gaspar (Petro de Luanda), Jonathan Buatu (Rio Ave), Bastos (Lazio) e Bruno Gaspar (Sporting de Portugal, os médios Herenilson (Petro de Luanda), Show e Macaia (1º de Agosto) e Stélvio (F91 Dundelange), bem como os avançados Gelson Dala (Sporting de Portugal), Mateus Galiano (Boavista), Freddy (Antalyaspor), Djalma Campos (Alanyaspor), Geraldo (Al Ahly), Wilson Eduar-do (Sporting de Braga), Mabululu (1º de Agosto) e Evandro Brandão (Leixões).

Fonte: Jornal de Angola

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