DESPORTO: África do Sul “frustrada e desapontada” com Angola.

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A seleção nacional da África do Sul confirmou o cancelamento do jogo contra Angola.

Segundo a federação daquele país (South Africa Football Association (SAFA)), o jogo foi cancelado devido ao facto de os angolanos não terem realizado qualquer treino desde a sua chegada ao Egipto, à dois dias atrás.

Na conta do Twitter dos Bafana Bafan pode ainda ler-se as declarações do director da equipa, Barney Kujane:

“estamos desapontados e frustrados. Marcámos este jogo há três e Angola confirmou tudo por escrito.

Até tivemos uma reunião com a equipa técnica no hotel, ontem (terça-feira, 18 de Junho), na qual ambas seleções concordaram e confirmaram o jogo e as respectivas regras do jogo”.

Ameaça de greve na seleção

Ameaça de greve na seleção de Angola na véspera da partida para o Egito, onde os palancas negras se estreiam, dia 24, no Campeonato Africano das Nações (CAN). O que promete ser uma novela, pode ser contada em nove atos e a verdade é que os jogadores angolanos dizem que não está em causa o dinheiro, mas sim a transparência e a vontade de compensar quem com patriotismo luta por defender a pátria.

Vamos então ao início deste filme que acaba por fazer com que Angola seja das últimas seleções a chegarem ao Egito, até porque houve alguns problemas com a marcação da viagem dos angolanos para o Egito.


Primeiro ato: os jogadores ficaram a saber dia 8, dos colegas da Guiné-Bissau após um jogo particular, que estes tinham recebido cada um 15 mil dólares de prémio de qualificação para o CAN.


Segundo ato: o assunto do prémio de qualificação nunca tinha sido abordado pela Federação Angolana de Futebol (FAF). Foi agora…


Terceiro ato: no dia 9, os jogadores solicitaram um encontro com o presidente da FAF, Artur Almeida e Silva, para abordarem o assunto e o pagamento das diárias.


Quarto ato: o presidente recusou-se a falar com os atletas, obrigando o selecionador, o sérvio Srdjan Vasiljevic, a sair de Aveiro, onde estava com a seleção, e ir ter consigo ao Porto.


Quinto ato: perante a recusa do dirigente em ouvi-los, os jogadores resolveram paralisar os trabalhos na segunda-feira e faltaram às duas sessões do dia (greve).


Sexto ato: dada a iminência da greve se estender para terça-feira e pela repercussão que o caso tomou nas redes sociais, o dirigente recuou e ouviu os atletas.


Sétimo ato: ficou acordado que a diária seria paga até ontem, data prevista para a viagem rumo ao Cairo, que, no entanto, acontecerá apenas hoje à noite. Cumpriu a FAF e foi paga, de facto, ontem, à razão de mil euros a cada jogador.


Oitavo ato: o prémio de qualificação ficou de ser pago antes da estreia no CAN, dia 24, frente à Tunísia.


Nono ato: os jogadores deixaram claro que não paralisaram os trabalhos por causa de dinheiro, mas apenas por exigirem respeito por quem sofre dentro do campo. Para que dirigente algum ouse achincalhar uma seleção angolana…


Numa seleção onde estão Gelson Dala e Bruno Gaspar (Sporting), Wilson Eduardo (SC Braga), Mateus (Boavista), Jonathan Buatu (Rio Ave) e Evandro Brandão (Leixões), não se pode dizer que comece bem a participação de Angola no CAN! 

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