COMUNICAÇÃO: Bradesco coloca Oi na Sonangol por 1000 milhões de Dólares.

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Embora a telefônica Oi negue ter recebido qualquer proposta da petrolífera angolana, a Bradesco Correctora avança que a companhia angolana Sonangol poderá adquirir a participação de 25% da empresa brasileira na Unitel.

A correctora avalia o activo angolano em 750 milhões de Dólares tendo em conta os dividendos não pagos, mais cerca de 700 milhões de Dólares da decisão do Tribunal Arbitral, além da participação de 25%, explica a análise. Não há clareza sobre quando e como este dinheiro seria recebido, tendo em conta que a telefônica atravessa um processo de recuperação judicial no Brasil.

Ressaltamos que os processos da venda da Unitel equivalem a aproximadamente 44% do valor de mercado da Oi (cerca de R$ 9 bilhões) pelo último fechamento”, calculam Mendes e Meireles.

Os analistas avaliam que, embora a venda da Unitel seja um fator positivo para a Oi, a aprovação da lei de reforma das telecomunicações é o principal evento para gerar valor e atuar como um direcionador para as ações. “Finalmente, continuamos a ver uma relação risco/retorno assimétrica para a Oi reforçando nossa visão otimista sobre a empresa”, concluem.

Oi nega proposta da Sonangol

Em resposta ao inquérito da Comissão de Valores Mobiliários, a Oi afirmou que não recebeu nenhuma proposta da Sonangol, estatal angolana de petróleo, para venda de 25% de sua participação na operadora angolana Unitel. A prestador, esclareceu que, como já anunciado ao mercado e inclusive previsto no Plano de Recuperação Judicial das Empresas do grupo, possui a intenção de alienar a sua participação indireta na companhia, mas  que não há qualquer negociação concluída.

A Oi disse, contudo, que devido sua intenção de vender a participação na Unitel, é natural que mantenha conversas com potenciais interessados.

Mais sobre as empresas

Oi

A Oi encerrou o exercício financeiro de 2017 com um prejuízo de 6,365 mil milhões de reais (em torno de 1,46 mil milhões de euros).
No mesmo período a dívida líquida era de 47,621 mil milhões de reais (10,91 mil milhões de euros) em 2017.

No documento, divulgado horas depois da aprovação do plano de recuperação judicial com ajustes na assembleia-geral de credores no Rio de Janeiro, no Brasil, a empresa precisa que “os créditos listados na recuperação judicial da Oi totalizavam 64 mil milhões de reais (16,4 mil milhões de euros), que incluíam 49,4 mil milhões de reais (12,7 mil milhões de euros) de dívida financeira”, sendo que “o restante englobava passivos trabalhistas, de fornecedores, regulatórios e cíveis”.

“Com o plano, os 49,4 mil milhões de reais caem para 23,9 mil milhões de reais (6,1 mil milhões de euros), permitindo reduzir a alavancagem financeira líquida […] para menos de três vezes do Ebitda”, isto é, dos lucros antes de juros, impostos, depreciações e amortizações, acrescenta a empresa.

Segundo a Oi, o restante passivo será reduzido através da amortização ou do “alargamento do prazo na forma do plano e de acordo com a capacidade de geração de caixa da companhia”.

O prazo médio da dívida ficará, assim, acima de 10 anos.

Sonangol

A petrolífera estatal angolana Sonangol endividou-se no mercado internacional, nos últimos 10 anos, em 31.000 milhões de dólares (26.400 milhões de euros), mas terminou 2017 com uma dívida de 4.900 milhões de dólares (4.180 milhões de euros).

Entre os bancos que têm apoiado o financiamento do grupo petrolífero estatal angolano encontram-se o Credit Agricole Corporate and Investment Bank, o Standard Chartered Bank, o China Development Bank, o Industrial and Commercial Bank of China e o BNP Paribas.

A Sonangol contava em 31 de dezembro de 2016 com uma dívida externa de 9.900 milhões de dólares (8.450 milhões de euros), valor que um ano depois desceu para 4.900 milhões de dólares (4.180 milhões de euros).

No final de 2016, a então presidente do conselho de administração da petrolífera, Isabel dos Santos, anunciou no processo de reestruturação em curso na Sonangol que foi detetado um “sobredimensionamento da estrutura” daquele grupo, com cerca de 22.000 pessoas ligadas ao universo da empresa, dos quais 8.000 colaboradores ativos e mais de 1.100 colaboradores não ativos – estes representando um custo anual superior a 40 milhões de dólares (37 milhões de euros).

Acresciam mais de 8.000 trabalhadores pertencentes a empresas de trabalho temporário.

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