ECONOMIA: Dólar e Petróleo.

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Fed acena com corte de juros e penaliza dólar

A perspetiva de descida de juros nos EUA ditou a queda do dólar contra as principais divisas mundiais, uma vez que caso se confirme esta decisão, o retorno dos investimentos em dólares tornam-se menos atrativos. Assim, o índice que opõe o dólar contra um cabaz de moedas mundiais registou a pior semana desde fevereiro de 2018.

Petróleo dispara com tensão entre EUA e Irão

A tensão política entre o Irão e os EUA aumentou esta semana, depois de Washington ter incrementado a força militar na região e de o Irão ter abatido um drone americano. Estes dois eventos, separados por dias, elevaram os receios em torno de um conflito militar no Médio Oriente, uma região importante para o mercado petrolífero.

Donald Trump já explicou que decidiu não atacar o Irão, depois de abatido o drone, para evitar a morte de 150 pessoas, algo que o presidente dos EUA considerou ser desproporcional ao abate do drone americano não tripulado.

O preço do Brent, negociado em Londres está a subir 1,18% para 65,21 dólares, aumentando para mais de 5% o ganho semanal, o que corresponde ao ganho mais pronunciado desde a semana terminada a 15 de fevereiro.

A relação entre o dólar e a cotação do barril de petróleo

Ao longo dos últimos meses, o dólar tem ganho força em relação a outras moedas. Desde o final de 2013, a expansão monetária nos Estados Unidos tem sido cada vez menor, culminando com o fim da política de afrouxamento quantitativo (Quantitative Easing). Além disso, sabe-se que, muito provavelmente ainda esse ano, a taxa básica de juros subirá e que a trajetória de alta dessa variável será mantida ao longo dos próximos anos (subir os juros duas vezes este ano ou até mostrar um recuo e reduzir a estimativa para apenas um aumento ou mesmo nenhum). Esse cenário de menor oferta de dólares e expectativa de um maior rendimento dos títulos da dívida americana no futuro (melhoria da relação risco-retorno País) fortalece o dólar.

Em relação ao preço do petróleo, sua cotação caiu substancialmente desde 2014, embora venha a recuperar. Na comparação da cotação do barril tipo WTI em maio ante o mesmo período do ano passado, a queda foi de 42,0%. Esse movimento se dá tanto em função de questões relacionadas ao lado da demanda (expectativa de menor crescimento mundial da China, Zona do Euro e outros países), quanto do lado da oferta (revolução promovida pelo xisto nos Estados Unidos e das decisões recentes envolvendo a Organização dos Países Exportadores de Petróleo de não reduzir a produção, mesmo com os preços baixos).

A cotação do barril de petróleo (tipo WTI) e o Dollar Index, ou seja, o indicador que mede o valor do dólar em relação a uma cesta composta por seis moedas: Euro, Iene (Japão), Libra Esterlina (Reino Unido), Dólar Canadense, Coroa Sueca e Franco Suíço. Há uma forte correlação negativa entre as duas séries, ou seja, o fortalecimento da moeda americana tende a ser acompanhado, na média, por menores preços da commodity, e vice-versa.

Fonte: Jornal de Negócios, Cid.

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