SODIBA/LUANDINA: Angola apoia Angola.

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O grupo Sodiba, cuja carteira de negócios envolve a fábrica angolana de cervejas, e que investiu 120 milhões de dólares (102 milhões de euros) para instalar em Luanda uma unidade de embalagens de vidro, assinou um contrato de patrocínio da seleção angolana pelos próximos 4 anos.

Para a Luandina, “esta é uma parceria muito relevante e motivo de bastante orgulho por ser uma marca 100% angolana, que hoje passa a acompanhar a nossa selecção. É elevar ainda mais a bandeira de Angola e ter orgulho no que é nosso para que possamos juntos alcançar objectivos mais ambiciosos”, referiu Eufrânio Júlio, Gestor de Parceiros Estratégicos da Sodiba.

“Sinto que toda esta dinâmica vem engrandecer quer o futebol em geral, como também as marcas nacionais, que precisam de ganhar maior destaque nacional e internacional. É um momento ímpar em que ambas saem a ganhar num processo que pensamos ser bastante sólido para os próximos tempos, quer para a FAF, quer para a Luandina” afirmou Artur de Almeida e Silva, Presidente da FAF.

Grupo financeiro robusto

A informação consta do contrato de investimento assinado em 2017 entre o grupo privado e a Unidade Técnica para o Investimento Privado (UTIP) e que além da Sodiba – fábrica que assegura a produção, a partir de Luanda, da cerveja portuguesa Sagres – envolve também a Embalvidro e a Industrial Africa Development (IAD).

De acordo com o documento, os investidores privados pretendiam construir e operar, em Luanda, uma unidade produtiva de embalagens de vidro.

A nova fábrica garantiria o aumento da capacidade produtiva nacional, a “promoção do desenvolvimento de zonas mais desfavorecidas” e a criação de 188 postos de trabalho directos.

O contrato com a UTIP, em representação do Estado, prevê a atribuição de vários benefícios fiscais, desde logo a redução em 67,5% da taxa do imposto sobre a aplicação de capitais e de SISA, durante oito anos.

A Sagres, cerveja portuguesa que começou a ser produzida este ano em Angola, pela Sodiba, pretende retomar o seu volume de vendas, de cerca de 35,3 milhões de litros anuais, relativo ao período antes do início da crise económica angolana.

A meta foi avançada anteriormente pelo administrador da Sagres para a área de logística, José Torres, que no início deste ano admitiu que devido à crise que se faz sentir em Angola desde 2014 as vendas foram fortemente afectadas.

“Como cerveja de exportação chegamos a vender cerca de 35,3 milhões de litros em Angola. Era o volume que nós tínhamos antes de começar a crise”, referiu.

Acrescentou ainda que outro dos objectivos é serem capazes de recuperar, no primeiro ano, os mesmos volumes e atingirem uma quota de mercado da marca Sagres, de cerca de 5% do total do mercado angolano.

“Isso é o volume que nos estamos a propor e queremos atingir”, frisou.

A marca portuguesa foi instalada em Angola em parceria com a Sociedade de Distribuição de Bebidas de Angola (Sodiba), fábrica da empresária angolana Isabel dos Santos.

Para a instalação daquela unidade fabril, a Sodiba, a mais recente empresa de produção e distribuição de bebidas em Angola, fez um investimento, maioritariamente angolano, que ascendeu os 150 milhões de dólares (cerca de 141 milhões de euros).

Localizado no Polo Industrial do Bom Jesus, a 60 quilómetros de Luanda, este complexo industrial conta com uma área total de 40 hectares e uma capacidade de produção instalada de 144 milhões de litros/ano de cerveja, extensível até 200 milhões de litros, tendo a produção arrancado em Janeiro passado.

Envolve duas linhas de enchimento, uma com capacidade para 50 mil garrafas/hora e outras linhas para o enchimento de latas com a mesma capacidade.

Fonte: Jornal de Negócios

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