A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis angolana (ANPGB), a Cabinda Gulf Oil Company Limited, representada pela Chevron Southwest Africa Limited, e a Sonangol assinaram hoje um protocolo de cooperação para o estudo e avaliação técnica do bloco 34.

Segundo uma nota da ANPGB, enviada à agência Lusa, as três entidades pretendem conhecer o potencial do bloco 34, situado no ‘offshore’ da bacia do Baixo Congo, em Angola, tendo o acordo estabelecido as linhas de intervenção do projeto.

Com a assinatura deste protocolo, as partes comprometem-se a avaliar conjuntamente os “dados geológicos, geofísicos, petrofísicos e outros”, bem como “diversas informações técnicas”, com vista a uma potencial futura exploração do bloco.

“Este estudo vem reforçar o nosso compromisso de longo prazo para o desenvolvimento sustentável do setor petrolífero em Angola e representa o nosso primeiro interesse num bloco situado na bacia do Baixo Congo”, disse o diretor-geral da Chevron em Angola, Derek Magness, citado no comunicado.

O presidente do Conselho de Administração da ANPGB, Paulino Jerónimo, sublinhou, por seu lado, que o acordo “demonstra a forte parceria” entre Angola e a Chevron, e o compromisso de se trabalhar em conjunto para se conhecer melhor o potencial de exploração do país.

Paulino Jerónimo adiantou que “os resultados deste estudo respondem ao apelo” do Presidente de Angola, João Lourenço, “para mitigar o declínio da produção e para promover a diversificação da economia” do país.

Já o presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Gaspar Martins, também citado na nota de imprensa, destacou a importância do trabalho em conjunto entre as três entidades, “para se consumar o objetivo da diversificação e do aumento da produção de petróleo em Angola”.

O que ocorreu durante o mês de Junho

No âmbito da conferência “Angola Oil & Gas 2019”, a ExxonMobil anunciou que renovará o investimento no Bloco 15, prolongando a licença de produção até finais de 2032. No acordo, em que a Sonangol ganha uma participação de 10%, prevê-se um investimento que resultará num aumento de produção de 0,04 milhões de barris diários (mbd) – o Bloco chegou a exportar uma média de 0,53 mbd em 2010, com o volume a reduzir-se gradualmente para 0,24 mbd em 2018. A ANPG anunciou uma ronda de leilões de blocos nas bacias do Namibe e Benguela para outubro, na primeira oferta pública desde o leilão da camada pré-sal em 2011. Será realizado a partir de setembro um roadshow em Houston, Londres e Dubai. O leilão insere-se na estratégia para venda de participações em 55 blocos nos próximos 6 anos. Houve igualmente um acordo inicial para a construção de um terminal de regaseificação (transformação de LNG em gás para uso doméstico e industrial) pela New Fortress Energy, uma empresa do sector do gás natural. O acordo prevê também a possibilidade de exploração de mais recursos de gás natural angolano e de construção de uma unidade de liquefação. Finalmente, a Eni e a Sonangol anunciaram a criação de uma empresa conjunta, a Solenova, que deverá investir em projetos de energias renováveis em Angola.

Fonte: dinheirovivo