AGRICULTURA: Agrikuvango colhe primeira produção de milho na ordem de 2400 toneladas.

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O referido projecto está avaliado em 30 milhões de dólares e prevê a redução de importação de cerais para a cesta básica, com realce para o milho, o feijão, a soja e o trigo. Nesta altura, segundo o administrador do projecto AGRIKUVANGO, a principal tarefa consiste em escoar a produção que se encontra nos armazéns construídos na fazenda. Rui Kaposse fez saber que o milho produzido no Kuvango, já está a ser vendido nas províncias de Benguela, Luanda e Namibe, desde o passado mês de Maio do ano em curso. Na próxima fase prevê-se a instalação da indústria de transformação do milho em farinha. Para o efeito, já estão a ser erguidas as bases que vão sustentar os moinhos com uma capacidade produtiva avaliada em 1500 toneladas por hora.

“Estamos a trabalhar no sentido de garantir uma autossuficiência alimentar para o país, a fim de que possamos reduzir as importações de produtos que nacionalmente podemos ter” disse. O Cunene pode contar com a produção do Agrikuvango e Rui Kaposse garantiu que o milho que está a ser produzido no município do Kuvango pode contribuir para o programa de mitigação dos efeitos da seca que assola a região Sul de Angola, com principal realce para a vizinha província do Cunene. Para o efeito, disse o empresário, só basta que os governos das províncias afectadas estabeleçam parcerias com a sua empresa, no sentido de encontrar viabilidade para a execução do negócio.

Na fazenda AGRIKUVANGO um quilograma de milho está a ser vendido a 120 Kwanzas. No seu entender, ainda assim, este preço não satisfaz, em função dos custos de produção. Rui Kaposse explicou que para se obter os resultados desejados, torna-se necessário o Governo começar a executar, na prática, algumas políticas, principalmente a subvenção aos combustíveis. “Ouvimos e constatámos em Diário da República que o Governo angolano vai subvencionar os combustíveis para os empresários, só que até à data nada foi feito na prática”, informou.

Neste projecto, que está a ser implementado numa área total de 5000 hectares, serão feitas duas culturas anuais, com uma produção em 12 meses de 27 mil toneladas de milho. Entretanto, a cultura do arroz, deverá arrancar ainda no próximo ano, sendo que, para o efeito, já estão a ser desmatadas as terras que vão receber a primeira sementeira ,na ordem dos 1000 hectares. Este projecto deverá conhecer o seu pico no ano de 2022, altura que irá começar a diversificação das culturas, iniciando-se com produção de trigo, jinguba num sistema rotativo com o milho. A jinguba vai ocupar uma área de 750 hectares, com uma produção anual estimada nas 2550 toneladas, o trigo será semeado em 1500 hectares, com uma produção avaliada em 9000 toneladas por ano.

Fonte: O País

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