COMUNICAÇÃO: Venda da UNITEL surge como oportunidade para a Oi.

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A Bradesco Corretora reforçou, num relatório enviado a clientes nesta terça-feira (25), que está otimista com as ações das empresas de telecomunicações.

Em “relação a Oi, o projeto de lei da reforma de telecomunicações (PLC79) deve ser o principal direcionador e vemos uma janela de oportunidade nas próximas semanas”, apontam.

Por fim, a venda da Unitel pela Oi também deve desbloquear valor.

  • A Unitel emprega actualmente 1.190 mulheres, o que corresponde a 37,4% dos seus quadros.
  • Dos 1.190 quadros femininos da Unitel, cerca de 84% têm um curso universitário ou estão a frequentar o ensino superior, o que reflecte a estratégia da operadora na captação de talento jovem qualificado. Mais de 29% dessas colaboradoras têm menos de 30 anos de idade e têm uma representatividade de 40% no núcleo de gestores.
  • Cinco mil postos de trabalho directos e indirectos foram criados em todo o país pela operadora.

Oi

A empresa brasileira que detém participação de 25% na Unitel quer cumprir a meta prevista no seu plano estratégico de negócios e desfazer-se da participação na empresa angolana.

A Oi encerrou o exercício financeiro de 2017 com um prejuízo de 6,365 mil milhões de reais (em torno de 1,46 mil milhões de euros).
No mesmo período a dívida líquida era de 47,621 mil milhões de reais (10,91 mil milhões de euros) em 2017.

No documento, divulgado horas depois da aprovação do plano de recuperação judicial com ajustes na assembleia-geral de credores no Rio de Janeiro, no Brasil, a empresa precisa que “os créditos listados na recuperação judicial da Oi totalizavam 64 mil milhões de reais (16,4 mil milhões de euros), que incluíam 49,4 mil milhões de reais (12,7 mil milhões de euros) de dívida financeira”, sendo que “o restante englobava passivos trabalhistas, de fornecedores, regulatórios e cíveis”.

“Com o plano, os 49,4 mil milhões de reais caem para 23,9 mil milhões de reais (6,1 mil milhões de euros), permitindo reduzir a alavancagem financeira líquida […] para menos de três vezes do Ebitda”, isto é, dos lucros antes de juros, impostos, depreciações e amortizações, acrescenta a empresa.

Segundo a Oi, o restante passivo será reduzido através da amortização ou do “alargamento do prazo na forma do plano e de acordo com a capacidade de geração de caixa da companhia”.

O prazo médio da dívida ficará, assim, acima de 10 anos.

Sonangol

A petrolífera estatal angolana Sonangol endividou-se no mercado internacional, nos últimos 10 anos, em 31.000 milhões de dólares (26.400 milhões de euros), mas terminou 2017 com uma dívida de 4.900 milhões de dólares (4.180 milhões de euros).

Entre os bancos que têm apoiado o financiamento do grupo petrolífero estatal angolano encontram-se o Credit Agricole Corporate and Investment Bank, o Standard Chartered Bank, o China Development Bank, o Industrial and Commercial Bank of China e o BNP Paribas.

A Sonangol contava em 31 de dezembro de 2016 com uma dívida externa de 9.900 milhões de dólares (8.450 milhões de euros), valor que um ano depois desceu para 4.900 milhões de dólares (4.180 milhões de euros).

No final de 2016, a então presidente do conselho de administração da petrolífera, Isabel dos Santos, anunciou no processo de reestruturação em curso na Sonangol que foi detetado um “sobredimensionamento da estrutura” daquele grupo, com cerca de 22.000 pessoas ligadas ao universo da empresa, dos quais 8.000 colaboradores ativos e mais de 1.100 colaboradores não ativos – estes representando um custo anual superior a 40 milhões de dólares (37 milhões de euros).

Acresciam mais de 8.000 trabalhadores pertencentes a empresas de trabalho temporário.

Fonte: Lusa, DN

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