FMI: Reestruturação do BPC é fundamental.

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Citando a peça elaborada pelo Banco de Fomento de Angola (BFA), intitulada, “Nota Informativa”, depois “da quebra de preços do petróleo observada no final de 2018, o Governo angolano havia antecipado submeter um OGE Revisto; o FMI exigiu então a conclusão desse processo como condição prévia à aprovação da 1ª revisão”. Por outro lado, o fundo “adicionou 6 novos objectivos estruturais, um dos quais (relacionado com a reestruturação do BPC) com prazo-limite no final deste mês de Junho. Houve também clarificações sobre alguns critérios e as metas para o valor mínimo das RIL, foram reduzidas, providenciando assim mais alguma folga ao BNA.”

  • No respeitante “ao sector financeiro, o FMI alertou as autoridades para a necessidade de acelerar a reestruturação do BPC, tendo o Executivo assumido o compromisso de nomear órgãos de gestão com experiência da recuperação de bancos. Seguidamente à publicação destes relatórios, foi nomeada uma nova Administração para o BPC, liderada por André Lopes, que presidia até agora ao Banco YETU (0,2% dos depósitos do sistema) e foi antes vice-governador do BNA: trata-se da 4ª Administração em 4 anos, o que demonstra a enorme instabilidade do banco.” Mais ainda, “até final deste mês, deve ser aprovado um novo plano de reestruturação para o banco público, sendo este um objectivo estrutural do Programa. Seria importante que este projeto fosse tornado público, de modo a que se possa avaliar o andamento do mesmo”, de modo ainda a torná-lo sujeito a auditoria.
  • A instituição relembra ainda que será difícil a reforma neste banco, sendo que uma nova administração não pode per si garantir mudanças.
  • No que toca à participação do Estado na banca mais em geral (em particular as participações, directas e através da Sonangol), o Executivo estará a finalizar este mês, em conjunto com o FMI, um plano para a definição do papel do Estado no sector bancário.

A 20 de agosto de 2018, num comunicado, o Ministério das Finanças angolano indicou ter solicitado “o ajustamento do programa de apoio do FMI, adicionando-se uma componente de financiamento” na missão que a instituição financeira efetuou a Luanda entre 1 e 14 do mesmo mês, no ano acima anunciado.

Fonte: Observador, BFA documento.

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