O Fundo elenca uma série de riscos para a execução do Programa, dos quais o Banco de Fomento de Angola, BFA, destaca três, muito devido a elevada probabilidade de ocorrerem produzindo elevado impacte na economia angolana.

  • O primeiro destes riscos é uma quebra mais forte do que o esperado
    na produção petrolífera; sendo que de certo modo, desde Dezembro, esta ameaça já se materializou; Contudo, para a instituição internacional, a perspectiva é a de que pode ocorrer uma deterioração superior a assumida neste momento. Os últimos dados apontam para um cumprimento da previsão do Executivo, mas tal premissa está em apreciação.
  • A segunda ameaça, igualmente desestabilizadora para a estrutura, seria um choque na trajectória da dívida pública fruto de uma contínua e maior depreciação, manifestação de passivos contingentes, ou uma quebra súbita nos preços petrolíferos. Pelo menos no que toca a passivos contingentes, este risco parece ter sido minimizado: o pedido para que fossem reportadas garantias públicas não registadas “não revelou riscos que minem a sustentabilidade da dívida pública”. De acrescentar que as autoridades estão a encetar esforços para forçar alguns privados a pagarem reembolsos que haviam deixado de fazer, e que tinham levado algumas garantias públicas a serem accionadas.
  • O terceiro ponto de clivagem está associado a anomia, desmotivação e consequente potencial de ruptura, caso ocorra um abrandamento nas reformas consideradas mais populares, nomeadamente no que toca ao combate à corrupção. A aposta em Programas de prestações sociais com o Banco Mundial poderá mitigar esta ameaça.

Fonte: Banco de Fomento de Angola – Nota Informativa.