AGRONEGÓCIO: Dondo clama pela reabilitação da fábrica Vinelo.

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Paralisada desde 2005, por falta de matéria-prima e o estado obsoleto dos  equipamentos técnicos, a fabrica tinha uma produção diária de 24 mil litros de vinhos e licores diversos, uma linha de processamento de frutas em calda e concentrados de tomate. A mesma fazia parte do antigo parque industrial de Cambambe.

Em declarações à Angop, o responsável da cooperativa Muchau, na comuna de Zenza-do-Itombe, Agostinho Eme, manifestou-se preocupado com a degradação das infra-estruturas e deplorou o estado de abandono em que se encontra o empreendimento, que regista a vandalização de todo equipamento técnico.

Para o produtor, a reabilitação e entrada em funcionamento da referida unidade fabril atenuaria as perdas verificadas nos campos de cultivo, sobretudo das frutas que se deterioram por incapaidade de escoamento e ou transformação.

Moisés Ganga Cazua, outro agricultor da cooperativa Bondo Kinga, na comuna de Massangano, entende que uma vez reactivada a Vinelo, os produtores iriam elevar a sua capacidade produtiva e o aumento dos seus rendimentos.

Já António Adelino, da cooperativa Sacrifício, comunga na ideia da “reabilitação urgente” da fábrica, pois, para si, os produtores seriam estimulados com o processamento dos seus produtos.

Considerou  “difícil” o actual contexto para quem trabalha no campo, tendo em conta os custos operacionais, que até certa forma, resultam em prejuízos incalculáveis.

Por seu turno, o responsável da União das Associações e Cooperativas Agropecuárias, Manuel António, disse ser um imperativo do executivo, a elaboração de políticas e estratégias para o a recuperação da referida unidade fabril.

Indicou, que o município de Cambambe, conta com 30 cooperativas e 40 associações de camponeses, que congregam mais de dois mil filiados, que esperam colher no presente ano agrícola cerca de 956 toneladas de frutas diversas e de hortícolas, sem contudo calcular a produção de cereais, dos tubérculos e leguminosas.

Vocacionada para a produção de vinhos, licores, processamento de frutas em calda, conservas e outros derivados, a antiga fábrica Vinelo, foi inaugurada em 1973. Começou a experimentar dificuldades a partir de 1992, por causa da guerra pós-eleitoral, que afectou os campos de cultivo de ananás, na comuna de São Pedro da Quilemba e no município da Quibala (Cuanza Sul), que serviam de suporte da matéria-prima.

Com a sua paralisação, 600 trabalhadores ficaram desempregados.

Em 2002, a mesma foi passada para o sector privado, através do grupo Mello Xavier, que pretendia reabilitá-la, mas que não aconteceu, devido ao avançado estado de degradação de toda componente técnica, que carecia de substituição.

Faziam parte do parque, a fábrica de matérias de construção (pré-blocos), a Sociedade Algodoeira do Ambriz, a fábrica de tecidos Satec (reconstruída em 2015), a barragem hidroeléctrica de Cambambe e a cervejeira Eka, sendo estas duas últimas, as que se mantêm em funcionamento.

O município de Cambambe possui 190 mil 766 habitantes, distribuídos por quatro comunas, nomeadamente  Massangano, São Pedro da Quilemba, Danji-ya Menha, Zenza do  Itombe e o Dondo (vila sede), na sua maioria dedicada a agricultura e a pesca.

Fonte: Angop

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