A Organização Mundial da Saúde (OMS) determina, para  o continente africano, o rácio de um médico para dois mil habitantes.

Actualmente, o Sistema Nacional de Saúde conta com pelo menos sete mil médicos, entre angolanos e estrangeiros.

Segundo dados oficiais, o rácio actual do país é de um médico para cinco mil habitantes, razão pela qual é necessário um grande esforço das autoridades, para melhorar a assistência médica.

De acordo com o Ministério da Saúde (Minsa), estão disponíveis 19 mil vagas em todos os segmentos do sector, relativamente ao próximo concurso público agendado para este mês.

Em declarações à Angop, o secretário-geral do Sindicato dos Médicos, Adriano dos Santos, considerou satisfatório o novo concurso público e necessária a correcção das falhas ocorridas e detectadas no concurso anterior.

“No concurso anterior, muitos foram aprovados e alguns chegaram a assinar o contrato, mas ainda não estão a trabalhar. Precisamos de enquadrar todos os médicos no Sistema de Saúde”, afirmou.

Já o secretário-geral do Sindicato dos Enfermeiros, Afonso Quileba, adiantou que são necessárias cinco mil vagas para minimizar as preocupações enfrentadas diariamente na Saúde.

Como dado ilustrativo das necessidades do sector, apontou o facto de a província do Cuanza Norte carecer de pelo menos dois mil profissionais para as vagas deixadas por aqueles que abandonaram a carreira.

Para o responsável, o Ministério da Saúde deve saber, primeiro, a necessidade do quadro orgânico de cada unidade sanitária, para, posteriormente, fazer o enquadramento dos candidatos aprovados no concurso anterior, antes da realização do novo.

Em 2018, apenas 3.032 especialistas foram admitidos num concurso em que estavam disponíveis 7.667 vagas.

A forma de avaliação foi feita através de testes psicotécnicos, tendo sido avaliados 5.823 candidatos, um rácio de uma vaga para mil candidatos.

Fonte: Angop