Com objectivo de diversificar o sector de mineração em Angola para além dos diamantes, o presidente da República, João Lourenço, autorizou em 17 de junho, o Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos a lançar licitação para projetos de fosfato Lucunga e Cacata.

João Lourenço, cancelou ao mesmo tempo, as licenças de exploração que até então eram detidas nessas concessões, localizadas na província de Cabinda. Ambos os projetos eram de propriedade da Mongo Tando, uma joint venture (JV) entre a Petril Phosphates e a australiana Minbos Resources.

Dada a falta de actividades realizadas no campo pela Petril, ainda operadora da joint venture, a Minbos decidiu se retirar de sua parceria em novembro. Como a situação não melhorou, as autoridades angolanas decidiram acabar com os direitos da joint venture nos campos.

O projecto de exploração de fosfato em Cabinda, está orçado em 120 milhões de dólares, possui uma área de concessão de 21,16 quilómetros quadrados, estando calculada a existência de 10,2 milhões de toneladas de rocha fosfatada e com teores de fosfatos a rondar os 25,3 por cento. A sua produção anual é de 800 mil toneladas de fosfatos.

Fonte: Angop.