A informação foi prestada hoje (segunda-feira) à Angop, na cidade do Cuito, pelo director provincial da Agricultura e Florestas, Marcolino Rocha Sandemba, sublinhando que a previsão é atingir uma meta acima de 200 expositores, quer nacionais como estrangeiros, cuja eventual presença destes últimos ainda está por confirmar.  

Marcolino Rocha Sandemba avançou que o governo da província criou já condições para a realização exitosa da feira, o que permitirá estimular a produção local da batata-rena e do milho.  

O Ministério da Agricultura e Florestas elegeu, a 22 de Junho, aquando do lançamento da campanha agrícola 2019,  Chinguar para albergar a de 8 a 11 de Agosto deste ano a Feira da Batata-Rena no país, pelo facto de ser actualmente um dos maiores produtores desse tubérculo.  

A  vila do Chinguar, com uma extensão de 3.300 quilómetros quadrados, e 117 mil e 470 habitantes,  foi elevada à categoria de cidade a 15 de Agosto de 1971.  

Na região, tem-se verificado o cultivo três vezes ao ano desse tubérculo, com o recurso à água por meio do sistema de irrigação.

O cultivo da batata-rena é mais frequente no tempo do Cacimbo, que vai de Abril a Outubro, devido à fraca incidência de doenças nesta época.

Na época chuvosa, a produção baixa devido aos custos de produção, no que respeita a fito-fármacos, pelo facto de a incidência de pragas e doenças ser maior nesta altura.

Em Março deste ano, foram já colhidas duas mil toneladas de batata rena, mais mil em relação à produção do último trimestre de 2018, em 63 hectares, sendo que até Setembro próximo, os camponeses perspectivam colher mais de oito mil toneladas.

Já o milho, a província do Bié, Centro de Angola, está a colher nesta época agrícola seis mil quilos de milho em cada hectare, contra oitocentos quilos da campanha passada.  

Na campanha agrícola 2018/2019 foram preparados 10 mil hectares de terra de forma mecanizada nos municípios do Cuito, Camacupa, Catabola, Chitembo, Cunhinga, Cuemba, Nhârea, Chinguar e Andulo. O aumento da produção deveu-se ao apoio do Executivo, concretamente do Ministério da Agricultura e Florestas, com  cinco mil toneladas de fertilizantes diversos aos agricultores locais.

Para além dos fertilizantes, os camponeses receberam ainda 600 toneladas de sementes diversas para garantir e melhorar a qualidade de produção das culturas e charruas de tracção animal, amónios e outros instrumentos agrícolas, tais como machados, enxadas, catanas e limas.

Fonte: Angop.