O Banco Mundial elevou hoje o volume da carteira de projectos para Angola a um total de 2,52 mil milhões de dólares norte-americanos, após aprovação pelo seu Conselho de Administração de um novo pacote financeiro para o país no valor global de USD 1,32 mil milhões.

Aprovado no quadro do “Angola Day” do Banco Mundial, o financiamento vai ser aplicado em três iniciativas estruturantes do Executivo, nomeadamente:

  • projecto de fortalecimento do Sistema de Protecção Social: 320 milhões de dólares);
  • operação de Apoio Orçamental: 500 milhões de dólares;
  • Projecto Bita (Energia e Águas): 500 milhões de dólares.


A propósito da decisão do BM, o ministro angolano das Finanças, Archer Mangueira, congratulou-se com o apoio do Banco Mundial e destacou a importância e os objectivos centrais de cada um dos projectos que irão beneficiar do referido financiamento.

O Projecto de Fortalecimento do Sistema de Protecção Social inscreve-se na política de transferência de rendimento, para proteger as famílias com menores rendimentos.

 Este programa, que irá beneficiar um milhão de famílias, visa mitigar o impacto das reformas dos subsídios no poder de compra dos consumidores, como consequência de curto prazo do ajustamento de preços de bens e serviços como a tarifa de electricidade, água e combustíveis.

A Operação de Apoio Orçamental tem como meta apoiar as reformas económicas em curso, contando com apoio técnico e recursos financeiros do Banco Mundial, para conferir sustentabilidade ao processo de ajustamento e transformação económica do País, protegendo ao mesmo tempo a população mais vulnerável.

O Projecto Bita está vocacionado para melhorar a performance operacional e económica do sector da Energia e Águas, aumentando, assim, o acesso das famílias e empresas à água potável em algumas áreas densamente povoadas a sul de Luanda.

O Banco Mundial é uma instituição multilateral que, em parceria com o Executivo, tem vindo a apoiar em termos financeiros e de assistência técnica diversos sectores, tendo em vista o fortalecimento das capacidades do Estado e do sector privado.

Fonte: Angop.