Em declarações à Angop, a propósito da entrada em vigor, segunda-feira, do novo tarifário de  energia eléctrica,  referiu que com esta medida o Estado  procura transferir o peso e pressão sobre o OGE para os consumidores, que passam a pagar, para certas  categorias, o preço real em termos de consumo.

Deste modo, espera que o reajuste do preço da energia seja compensado por um  conjunto  de acções do Estado  ligados à protecção social, como a garantia dada as comunidades  mais pobres de continuarem a pagar o preço  baixo do consumo de electricidade,  se comparado ao sector produtivo.

Se o Estado, acrescentou, com a implementação do PIIM e  outras  acções  agregar valores na distribuição da riqueza nacional, minimizando o  custo da educação,  transporte, de acesso à água e outros,  poderá  diminuir, por via  destes bens, de certa forma a probabilidade das  famílias contestar a subida dos reajustes que forem surgindo.

Novo tarifário protege famílias de baixa renda

A nova tarifa de energia para clientes de baixo consumo (categoria social 1) vai manter-se a 2,46 kwanzas o KWH, enquanto o reajuste em outras categorias conheceu um incremento de 97 por cento.

Na categoria “doméstica monofásica”, que integra a maioria dos consumidores de electricidade no país, em que a tarifa passa dos 6,53 para 10,89 kwanzas por quilowatt/hora, um ajuste de quase 40 por cento.

Para os consumidores da categoria doméstica social, houve um ajuste de três para 6,41 kwanzas, representando um incremento de mais de cem por cento.

A nova tarifa de energia para as indústrias teve um ajustamento na ordem dos 70 por cento, passando de 7,05 para 12, 83 kwanzas por quilowatt/hora.

Na classe Doméstica trifásico”, grupo de maior capacidade e consumo, com a actualização, o custo do quilowatt por hora passa de 7,05 para 14,74 kwanzas, um ajuste de 100 por cento.

Fonte: Angop.