LUANDA: Pérola do Kikuxi aposta no aumento da produção de ovos.

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A fazenda Pérola do Kikuxi, do grupo empresarial Diside vai investir, em breve, na instalação de três novos pavilhões, com uma capacidade para 130 mil aves, com vista a aumentar a produção de ovos, anunciou hoje a sua administradora, Elisabeth Dias dos Santos.

Actualmente a fazenda conta com 12 pavilhões, geridos pela Kikovo, com uma produção diária de um milhão de ovos, mas os novos investimentos vão permitir elevar essa capacidade para um milhão e 300 mil ovos/dia.

Em entrevista à Angop, a propósito do programa de Governo de aumento da produção que será suportado pela linha de financiamento do Programa de Apoio ao Crédito (PAC), a gestora informou que a taxa de conversão de postura de uma galinha é de 92 por cento, daí considerar positivo o investimento na produção de ovos.

A próxima aposta da maior empresa de produção de ovos do país, depois da realização do investimento em carteira, será a manutenção das instalações avícolas, para prevenir doenças às aves.

“As empresas angolanas do sector avícola devem apostar e investir mais no aumento da produção nacional, para promover a auto-suficiência de vários produtos que o país ainda importa”, aconselhou.

Com estes níveis de produção, a fazenda, localizada nas imediações do canal do Kikuxi, distrito urbano do Zango, município de Viana, tem contribuído na diminuição do défice de produção de ovos em Angola, tendo em conta a necessidade que o país precisa para atingir a auto-suficiência deste produto, pois 20 por cento das necessidades ainda são satisfeitas pelas importações.

Em relação à produção de carne de frango, afirmou que a Avikuxi, gestora pelo processamento das aves, vai aumentar igualmente as instalações, com a construção de mais de 24 pavilhões com uma capacidade de 25 mil aves, para a produção de carne de frangos em ciclos de menos de 30 dias.

A Avikuxi, com uma capacidade instalada para abater duas mil e 500 aves/hora, pretende transformar este produto acessível à população, para que possam ter acesso a esta proteína animal.

Mas, fruto da baixa de produção, a Avikuxi está a abater apenas 18 mil aves por semana, por falta de fornecimento de pinto do dia, por parte do fornecedor.

Com 540 trabalhadores, a fazenda Pérola do Kikuxi faz, de três em três anos, um investimento na ordem de sete a oito milhões de dólares norte-americanos.

A par da produção de ovos e frangos, a fazenda dedica-se igualmente à produção de ração animal, que ronda as 120 toneladas/dia.

Além da criação de aves, o grupo empresarial Diside tem também interesses no sector pesqueiro, onde actua através da Solmar, com uma capacidade de transformação de pescado de 15 toneladas/dia.

Elisabeth Dias dos Santos informou ser pretensão da empresa aumentar a capacidade de congelação de oito para 90 toneladas.

Enalteceu a iniciativa do Executivo, através da nova política de gestão do sector pesqueiro que reduziu de forma considerável a informalização na actividade de pesca.

Apesar disso, lamentou o facto de haver ainda importação de produtos processado, quando o país já tem capacidade para transformação.

Por outro lado, Elisabeth Dias dos Santos afirmou que a banca joga um papel importante, para que as empresas aumentem a sua produção, contribuindo para a auto-suficiência e manterem-se no mercado.

Apontou a falta de água, energia e a previsão do aumento dos preços dos combustíveis, como os principais constrangimentos que o sector avícola enfrenta.

Fonte: Angop.

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