A revelação é do jornal angolano Expansão e dá conta que a Sonangol tem quase finalizada a estratégia para alienar as participações que detém em bancos angolanos e no português BCP. O jornal cita fontes da petrolífera.

Esta informação contraria as declarações do Presidente de Angola em novembro de 2018, altura em que João Lourenço deu a entender que não é intenção da petrolífera estatal Sonangol sair da estrutura acionista do banco português Millennium BCP.

Segundo o jornal Expansão a estratégia de sair do setor financeiro “não é uma tarefa simples pois a estratégia de saída da Sonangol das sua participadas do setor financeiro em Angola e Portugal por via de parcerias com investidores privados foi construída e deverá ser operacionalizada à margem do programa de privatizações”.

A Sonangol tem ações em bancos a operar em Angola: no BAI 8,5%; no BFA 13%, através da Unitel; no Caixa Angola 25%; no Banco Económico 31,5% e em Portugal no BCP 19,5%.

O BFA é detido em 49% pelo português BPI e o Banco Caixa Angola (BCGA) é detido em 21% pela portuguesa CGD. No Banco Económico o Novo Banco tem 9,72%.

Diz o Expansão que a Sonangol está a preparar-se para negociar esta saída da banca angolana e que o Estado prefere vender as ações no mercado de capitais por permitir uma maior transparência. Mas que essa decisão será tomada em consenso com os outros acionistas. No caso do BCP seria altamente inviável vender 19,5% na bolsa.

O Económico tentou contactar o BCP sem sucesso.

Fonte: Jornal Económico