RDC: Aproximação entre Tshiseekdi, AFDC-A e Lamuka ameaça maioria da FCC.

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O diário Le Potentiel, que se refere a algumas indiscrições, indica que alguns quadros da FCC consideram que tal aproximação teria uma influência negativa no famoso “acordo FCC/ CACH” para governar o país.

Recorde-se que na República Democrática do Congo (RDC) alguns líderes do LAMUKA, nomeadamente Antipas Mbusa Nyamwisi e Freddy Matungulu, exprimiram abertamente o seu desejo de trabalhar com Félix Tshisekedi, visando a boa gestão do país.

Um está a trabalhar no Leste do país, sua região de origem, para ajudar o Presidente a mobilizar a população local, para o combate ao ébola, o outro foi indicado para ocupar o lugar da RDC no BAD.

Todavia, alguns quadros da FCC prevêem graves problemas entre a FCC e o CACH, caso Tsisekedi trabalhe com os opositores saídos do LAMUKA, porque, no seu ponto de vista, influenciariam negativamente o acordo assinado durante o processo eleitoral, que culminou com a eleição do actual Presidente da República.

Trata-se de uma saída que intervem  num contexto difícil para o LAMUKA, que já vive problemas internos, não conseguindo traçar uma linha política comum, entre o combate para a verdade das urnas, de Martin Fayulu, candidato derrotado na presidencial, e a vontade de Moïse Katumbi, de fazer uma “ oposição republicana”, a mesma posição assumida por Jean-Pierre Bemba, líder do Movimento de Libertação do Congo (MLC).

Os responsáveis do CACH saudaram a vontade de Tshisekedi de ter escolhido Freddy Matungulu para o BAD.

Recorde-se que o líder do CACH e JOseph Kabila não se entendem no que tange a formação de um governo de coligação. A situação pode ainda ser mais complicada, pelo facto da FCC ter expulso Modeste Bahati Lukwebo, presidente da AFDC-A, segunda força política depois do PPRD, que pode ameaçar a sua maioria qualificada na Assembleia Nacional, e a pasta de Primeiro-ministro que ocupa.

Fonte: Angop.

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