A informação foi prestada hoje pelo chefe do INCA, Vasco Gonçalves Joaquim António, aquando da visita do governador Pinda Simão, tendo adiantado que as mudas são distribuidas aos agricultores, para melhor fomento da produção do café, neste quadro da diversificação da economia.

O responsável anunciou que o Instituto no Uíge cria as suas mudas em duas reproduções, sendo uma em estacas e outras em viveiros, como as espécies de plantas de café ambriz, amboim e macocola, constando ainda no seu programa de repovoamento produzir cacau e palmeiras em viveiros.

O INCA possui uma área de 20 hectares, onde são plantadas diversas mudas em fase experimental, intervindo neste exércicio 24 funcionários, dos quais nove contratados, “trabalhadores insuficientes para responder a demanda dos trabalhos associado aos baixos salários”.

Vasco António lamentou ainda que à estação carece de reabilitação nos seus edifícios, ruas, bem como há falta de água canalizada, meios de transporte, máquinas de lavoura, energia eléctrica, entre outros bens, pelo que solicita apoio financeiro ao Governo local para mais produção de mudas de café, cacau e palmeira na região.

Já o governador Pinda Simão enalteceu o trabalho realizado pelo INCA em termos de investigação e produção da cultura do café, cacau e palmeiras, o que vai ajudar o aumento da produção agricola da província.

Para o governante, o que está a ser feitos pela instituição é uma diversidade de conhecimentos e devem ser transmitidos para os agricultores engajados em repôr o potencial cafeicola do Uíge, estando o Governo empenhado em superar as principais dificuldades do Instituto.

Recordou que à província tem actualmente um nível baixo de produção de café, com uma meta de seis mil toneladas ano, enquanto antes produzia 80 mil, pelo que “é preciso mais apoio para os produtores que estão engajados no relançamento da cafeicultura local”, reafirmou o governador.

Neste quadro, exorta para a continua colaboração com a Universidade Kimpa-Vita, para que os quadros formados em Agronomia possam contribuir com o seu saber para minimizar a carêcia de técnicos no INCA.

Café pode representar oportunidade de negócios.

O secretário de Estado da Agricultura para os Recursos Florestais, André de Jesus Moda, disse na sexta-feira, em Quibaxe (Dembos, província do Bengo) que, com a actual situação económica no país, o café pode representar uma oportunidade de negócios para alavancar o processo de diversificação da economia.

Ao falar na abertura da campanha de colheita de café, assegurou que o governo vai continuar a dar atenção ao sector agrícola, com o fornecimento de inputs e outros incentivos com vista a contribuir no combate à pobreza e na diversificação da economia.

André Moda disse que o sector do café no país tem registado cerca de 150 cafeicultores organizados, dos quais 95% são exploradores agrícolas familiares que trabalham uma área estimada em cinco hectares cada.

A produção nacional individual destes cafeicultores ainda é baixa e situa-se em torno de 150 a 200 toneladas, embora haja potencial produtivo.

Por seu turno, o vice-governador para o sector técnico e infra-estruturas, Domingos Guilherme, anunciou que na campanha ora iniciada os cafeicultores da província do Bengo perspectivam superar os 170 toneladas de café mabuba colhidas na campanha de 2017/2018.

Numa mensagem lida no acto de abertura da campanha de colheita do café, os agricultores solicitaram apoios na cedência de crédito, com vista a aquisição de instrumentos agrícolas para o incremento da actividade cafeícula na província.

Fonte: Angop.