A Sonangol registou em 2018 um resultado líquido positivo, com as receitas apuradas em base individual a atingirem os 101,3 mil milhões de kwanzas (259,6 milhões de euros), refere o Relatório de Gestão e Contas Consolidadas daquela empresa pública referente ao ano passado.

Os resultados transitados negativos da petrolífera nacional, de acordo com o documento, situaram-se nos 125,2 mil milhões de kwanzas, quase 321 milhões de euros, e a cobertura dos prejuízos acumulados em resultados transitados no montante de 100 mil milhões de kwanzas.
As somas mostram um resultado líquido melhor comparativamente ao ano anterior, apesar da queda de 9% registada nos níveis de produção de petróleo em 2018, de acordo com o documento.
No global, durante o ano de 2018, o país produziu 539,8 milhões de barris de petróleo bruto, correspondentes a uma média diária de 1,47 milhões de barris, prossegue o Relatório de Gestão e Contas Consolidadas.
Entre as áreas em exploração, o Bloco 17 foi o que mais contribuiu para a produção total do país, seguido dos Blocos 0, 15, 15/06 e 31, representando 84,5% da produção de petróleo bruto, com a Total, Sonangol, BP e Esso a responderem por cerca de 75%.
A quota de produção da Sonangol ficou constituída por 222.119.155 barris, dos quais 135.663.170 barris (61%) sob a forma de direitos da Concessionária e 86.455.985 barris (39%) respeitantes à Sonangol Investidora.

Produção de gás

A produção de gás, de acordo com o documento, também registou um declínio em 2018, com as cifras a atingirem as 1.267.624 contra 4.211.374 toneladas registadas em 2017, ano em que a Sonangol recebeu como quota parte l 960.193 toneladas métricas.
O declínio da produção em 2018, período em que a quota parte da Sonangol caiu para 4.211.374 toneladas métricas de gás, segundo o Relatório de Gestão e Contas, se deve à paragem geral verificada no terceiro trimestre. 
Sobre o desempenho da Refinaria de Luanda, o documento afirma que aquela unidade industrial processou, no período em referência, 13.680.173 barris de petróleo bruto, correspondente a uma taxa de utilização de 70 por cento da capacidade instalada.
Aqui, segundo o documento, houve uma queda de 10%, face ao ano anterior, devido à paragem programada realizada no 4º trimestre. Incluindo o gás, a produção total de refinados atingiu as 1.799.767 toneladas métricas, 27% abaixo da produção alcançada no ano transacto.
No período em análise, a Sonangol transportou um total de 16.936.543 toneladas métricas de produtos, dos quais 10.142.904 toneladas métricas de petróleo bruto e 6.793.639 toneladas métricas de produtos refinados. As quantidades transportadas durante o ano de 2018 representaram um aumento de 24 por cento face ao ano anterior, devido ao crescimento da procura global por petróleo, lê-se no documento.
Em termos de distribuição, foram comercializadas 4.814.010 toneladas métricas de produtos refinados, sendo 3.569.642 no mercado doméstico e 1.244.368 no mercado externo (incluindo gás butano e propano), correspondente a um decréscimo de 6% do volume total de produtos comercializados face ao ano 2017, devido principalmente à queda das exportações de Fuel Oil no último trimestre devido à paragem programada da Refinaria de Luanda.
Para suprir as necessidades internas, a Sonangol adquiriu do mercado externo um total de 3.119.439 toneladas métricas de produtos refinados, tendo a importação reduzido em 5% face ao período homólogo de 2017.
A quantidade de petróleo comercializada no mercado externo cifrou-se em 198.025.421 barris de petróleo bruto, a um preço médio de 70,709 dólares por barril.

Aplicação do resultado

Na parte sobre os resultados e a proposta de aplicação do resultado líquido positivo deste ano, a Sonangol apresenta um “resultado líquido positivo, apurado em base individual, de 101,3 mil milhões de kwanzas (259,6 milhões de euros) e apresenta resultados transitados negativos no montante de 125,2 mil milhões de kwanzas”, quase 321 milhões de euros.

“Para cobertura dos prejuízos acumulados em resultados transitados o montante de 100 mil milhões de kwanzas (256 milhões de euros) por serem necessários para o efeito, conforme o n.º 1 do artigo 34.º da Lei das Sociedades Comerciais; e distribuição de dividendos ao acionista no montante de 1,2 mil milhões de kwanzas”, que equivalem a quase 3,5 milhões de euros, lê-se ainda no relatório.

Fonte: Jornal de Angola e Jornal de Negócios.