BENGUELA: Sinohydro vai investir mais de 3 milhões de euros para combater calamidades.

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O Despacho Presidencial n.º 111/19 exaurido por sua Exma. o Senhor Presidente da República, autoriza a realização da despesa e a abertura do procedimento de contratação simplificada para a adjudicação da empreitada de obras de emergência das calamidades resultantes das chuvas na Província de Benguela no valor de Kz: 1 240 759 912,00 (3,5 milhões de dólares/3,1 milhões de euros) com a empresa Sinohydro Corporation Limited e delega competências ao Ministro da Construção e Obras Públicas, com a faculdade de subdelegar, para prática de todos os actos decisórios de aprovação tutelar.

Em Maio de 2019, a propósito da época chuvosa 2018/2019, o porta-voz do Comando Provincial de Benguela do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, subinspector Eduardo dos Santos, referiu que 39 óbitos foram causados por descargas eléctricas, 19 por afogamento, quatro por desabamento e um por electrocussão.

O subinspector bombeiro adiantou que o número (63 óbitos) é superior às 10 mortes registadas em igual período de 2017/2018, enquanto a quantidade de feridos por incidentes relacionados com as chuvas subiu de 32 na época passada para 52 neste ano.

Eduardo dos Santos acrescentou que duas outras pessoas continuavam desaparecidas, em decorrência das chuvas deste ano na província de Benguela e que, no mesmo período, a corporação resgatou uma pessoa com vida.

Segundo ele, as fortes chuvas afectaram 1.109 casas, das quais 286 desabadas na totalidade, 579 parcialmente desabadas e 244 inundadas, incluindo outras 18 residências em risco, o que deixou 675 pessoas desalojadas, sobretudo nos municípios da Catumbela, Lobito e Benguela, no litoral da província.

O também chefe de Departamento de Comunicação Institucional e Imprensa do Serviço de Protecção Civil indicou, ainda, a queda de 110 árvores e quatro viaturas danificadas.

Por outro lado, salientou que 42 infra-estruturas sociais ficaram afectadas, sendo 15 escolas, oito igrejas, três centros médicos e um estabelecimento comercial, duas pontes destruídas e uma submersa, além da queda de 14 postes eléctricos.

Os casos de mortes de pessoas e destruição de infra-estruturas são comuns na província de Benguela na época mais intensa das chuvas em Angola, geralmente entre Março e Abril, quando muitas vezes as intempéries deixam dezenas de mortos, casas destruídas e centenas de famílias desalojadas.

Na madrugada de 11 de Março de 2015, por exemplo, a província de Benguela foi fustigada por fortes enxurradas, que provocaram a morte de 64 pessoas e vários desaparecidos no município do Lobito, sobretudo nos bairros periféricos desordenados da zona alta, com graves problemas de saneamento e de falta de urbanização.

As mais de 300 famílias afectadas pelas inundações de Março de 2015, sendo algumas do município da Catumbela, foram realojadas na zona dos Cabrais, junto à Estrada Nacional 100, num terreno a 30 quilómetros da cidade do Lobito, onde as obras de muitas habitações, projectadas para um bairro novo, estão paradas há meses, por alegada falta de financiamento.

Fonte: Angop.

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