Após recuperação à favor do Estado, Porto do Namibe ganha capacidade de atracagem.

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A segunda fase do projecto de modernização do Porto do Namibe, tornou esta infraestrutura económica, hoje, com maior capacidade de atracagem e movimentação de navios e de mercadorias, segundo o ministro dos Transportes, Ricardo Abreu.

Falando hoje durante a cerimónia de inauguração, o governante disse sobre as alterações da segunda fase são esperados 30 a 35 movimentos por hora. A capacidade estática actual é de mil e 700 teus. Depois das obras passa para dois mil e 700 teus, verificando-se um aumento de mil teus de capacidade.

Segundo o ministro, actualmente pode-se verificar um aumento de ligações frigoríficas /RF, de 25 para 100 tomadas, não obstante as grandes interferências das marés, devido ao facto do mesmo ser um porto de águas abertas e sem protecção.

Com a reabilitação completa do cais, será possível introduzir novos e mais modernos meios e descarga/gruas móveis, permitindo assim o triplo dos movimentos no cais e a consequente diminuição dos tempos de escala, de uma média de quatro e cinco dias de operação, para um dia de operação por cada mil contentores.

O porto que anteriormente esteve virado para economia das províncias do Namibe, Huila, Cunene e Cuando Cubango, segundo o ministro, hoje está em posição de concorrer com os seus similares mais próximos, respondendo ao crescimento da demanda, que se avizinha com a retomada da exploração mineira e o incremento da produção agrícola nesta região.

“ Ao nível do subsector marítimo e portuário temos vindo a estudar a possibilidade de replicar nos demais portos nacionais, o modelo de gestão de terminais, como acontece no Porto de Luanda. Fruto deste investimento esperamos que possam colocar-se na grelha de partida investidores privados nacionais e estrangeiros, com capacidade financeira e conhecimento, quando decidirmos lançar concursos. Precisamos de atingir e ultrapassar a cifra de seis milhões de toneladas ano, dos anos setenta”, sublinhou.

Segundo afirmou, a infraestrutura económica, aliada ao projecto de desenvolvimento integrado da Baía do Namibe, que também é financiado pelo governo japonês, vão proporcionar o reforço da capacidade local de transporte, a segurança e eficiência no manuseamento das cargas, a redução dos custos do frete, o aumento das receitas e taxas portuárias, o crescimento do valor do porto e maior atractividade de embarcações de grandes dimensões.

O projecto vai igualmente permitir o surgimento de uma variedade de profissões relacionadas as novas actividades que serão desenvolvidas e um incentivo na diversificação da economia, pois vamos ter um porto novo, cujo desempenho influenciará positivamente na qualidade de vida das populações do Namibe”.

De realçar que a segunda fase do projecto de modernização que teve início em Março do corrente ano, contemplou a reabilitação de 240 metros cais e pavimentação do parque de contentores existentes, financiado pelo governo japonês num acordo de doação avaliado em cerca de 60 milhões de dólares norte americanos.

Na primeira fase foram igualmente reabilitados 240 metros cais, isto em 2011, através da empresa japonesas “TOA Corporation”, onde estiveram envolvidos 100 funcionários sendo 90 angolanos e destes 60 residentes na província do Namibe.

O Porto do Namibe pretende assumir-se como um dos mais dinâmicos e competitivos portos africanos do Atlântico Sul, constituindo-se como um pólo de desenvolvimento industrial, logístico e de serviços do Sul de Angola e como porto de referência da África Meridional.

Na ocasião, o governador do Namibe, Carlos da Rocha Cruz, disse que a localização, torna o Porto Comercial no principal ponto estratégico para o desenvolvimento da região, como uma porta importante da entrada e saída de mercadorias.

Frisou que o culminar da segunda fase do projecto, está alinhado com as necessidades permanentes de levar os níveis de operação de cargas e terminais sucessivamente, tornando cada vez mais competitivo em relação a outros portos da região.

Por sua vez, o embaixador  do Japão, Hiromi Sawada, afirmou que o seu País vai continuar a cooperar com o Governo angolano, mais concretamente, com as autoridades do Namibe, no que tange ao seguimento de um outro projecto de Desenvolvimento Integrado da Baia do Namibe, através da empresa Toyota Tsusho Corporation, avaliado em USD 600 milhões, obras que arrancam no mês de Setembro do ano em curso.

A mesma empresa, segundo o embaixador, vai igualmente participar da empreitada da reabilitação do Porto Mineiro do Saco-mar nesta província.

Fonte: Angop.

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