MOEDA: Kwanza e Yuan depreciam, dólar enfraquece face ao euro.

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O mercado cambial angolano registou uma depreciação semanal do Kwanza em 1,20%, face ao dólar. O intervalo face ao mercado paralelo reduziu-se ligeiramente, para 40,7%. Por outro lado, o BNA anunciou que para o mês de Agosto irá disponibilizar USD 546 milhões para todas as finalidades.

Bolsas europeias seguem sell off da Ásia

A escalada da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China continua a pesar nos mercados acionistas europeus, que estão a ser contagiados pelas fortes quedas dos índices asiáticos. Depois das quedas acentuadas de sexta-feira, o sentimento dos investidores está hoje a ser afetado pela resposta da China às novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos.

Pequim desvalorizou a sua moeda, o yuan, para níveis que não eram vistos há mais de uma década, quebrando a “barreira psicológica” de 7 para 1. Pela primeira vez desde 2008 são necessários mais de 7 yuans para comprar um dólar, sendo que com esta medida o Governo chinês auxilia as exportadoras do país, que estão a ser castigadas pelas tarifas dos Estados Unidos. Paralelamente, o país liderado por Xi Jinping optou por reduzir as importações agrícolas provenientes dos Estados Unidos, contrariando a promessa anterior de as aumentar. 

Estas medidas provocaram fortes quedas entre as bolsas asiáticas, com o Hang Seng (Hong Kong) a ceder 2,79%, o CSI 300 (Pequim) a cair 1,91%, o Kospi (Coreia do Sul) a  baixar 2,5% e o Nikkei (Tóquio) a desvalorizar 1,74%.

Na Europa o Stoxx600 recua 1,89% para 371,00 pontos depois de na sexta-feira ter sofrido a queda mais forte do ano (-2,5%). A abertura de Wall Street também deverá ser no vermelho já que os futuros sobre o S&P500 cedem 1,31%.

As produtoras de matérias-primas são das que mais caem nas bolsas europeias, pois são das mais penalizadas com o escalar da guerra comercial. A Anglo American e a Rio Tinto desvalorizam mais de 3%. O HSBC desce mais de 1% depois de ter anunciado a saída surpresa do seu CEO John Flint.

Em Lisboa o PSI-20 acompanha o movimento negativo e desvaloriza 1,17% para 4.846,64 pontos. O índice português está a ser pressionado pelas desvalorizações dos principais pesos pesados, com destaque para o BCP e Galp Energia, que perdem mais de 1%.

Yuan acima de 7 dólares 

A intervenção cambial de Pequim está a enfraquecer o dólar face ao euro. A moeda europeia avança 0,2% para 1,1130 dólares, recuperando do mínimo de dois anos fixado na semana passada.

As taxas de câmbio do yuan chinês face ao dólar norte-americano quebraram hoje a ‘barreira psicológica’ de 7 para 1. Cada dólar foi trocado por 7,0258 yuans, de acordo com a taxa “onshore” – aquela operada nos mercados locais, a cotação mais alta desde abril de 2008.

Quando a taxa “onshore” cresce é um sinal de que o renminbi (nome oficial da moeda chinesa) está a enfraquecer, já que é mais caro para os detentores de yuan comprar dólares. Enquanto isso, a taxa “offshore” – a que é operada em mercados internacionais como o de Hong Kong – subiu 1,38% e ficou em 7,0683 yuans por dólar norte-americano. 

Foi a primeira vez que o yuan subiu acima de 7 em relação ao dólar, considerado por muitos analistas uma ‘barreira psicológica’ para os investidores, desde que o mercado ‘offshore’ foi aberto em Hong Kong em 2010.

Fonte: Jornal de Negócios, BFA.

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