O BCP que destacou-se entre as cotadas portuguesas. O banco liderado por Miguel Maya deslizou 5,22% para 0,1979 euros, sendo a primeira vez que desceu da fasquia dos 0,2 euros desde setembro de 2017, num dia em que a banca foi o setor que mais caiu na Europa. O setor financeiro tem sido dos mais fustigados no recente “sell off”, muito devido à perspetiva de manutenção de políticas de juros historicamente baixos, o que penaliza as margens dos bancos.

O dia do BCP foi ainda marcado pelo comunicado que deu conta que o banco ficou com os direitos de voto de quase 10% do capital da Pharol, depois de a High Bridge ter entrado em incumprimento. O banco já deixou claro que o objetivo é que estas ações sejam vendidas.

Esta notícia estará a ser uma das razões para a queda de 3,58% da Pharol, uma vez que a posição de venda assumida pelo BCP coloca sob pressão os títulos da empresa liderada por Palha da Silva. 
 

A pesar esteve também a Galp Energia, ao cair 1,8% para 12,83 euros, numa sessão em que o setor do papel também pressionou, com a Altri a perder 1% para 5,45 euros e a Navigator a ceder 0,77% para 2,838 euros.

A Sonangol detém 15,24% do BCP, segundo as últimas informações públicas. Aos preços atuais, essa posição está avaliada em 800 milhões de euros. Mas têm surgido notícias de que terá aumentado a posição para perto de 20%. A petrolífera angolana controla ainda 55% da Esperaza Holding. Esta entidade detém 45% da Amorim Energia que, por sua vez, tem uma posição de 33,34% na Galp. A posição indireta da Sonangol vale 945 milhões de euros.