Dólar, Petróleo e Ouro em alta.

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Dólar no valor mais alto em quase uma semana

A moeda norte-americana está a valorizar no índice da Bloomberg que mede o desempenho do dólar face a um cabaz das principais divisas mundiais, a primeira valorização em três sessões que permite ao dólar transacionar nos mercados cambiais em máximos de 7 de agosto.

Pelo seu lado, o euro deprecia pela segunda sessão consecutiva face ao dólar, estando nesta altura a cair 0,20% para 1,1192 dólares.

A reaproximação entre os Estados Unidos e a China está a animar a negociação do dólar, pois a perspetiva de um acordo comercial entre as duas maiores economias mundiais reforça a estabilidade do dólar.

Desanuviar da tensão comercial impulsiona petróleo

O preço do petróleo transaciona em forte alta nos mercados internacionais. Em Londres, o Brent do Mar do Norte, utilizado como referência para as importações nacionais, valoriza 3,59% para 60,67 dólares por barril, estando assim em máximos de 5 de agosto na quarta subida consecutiva.

Já o West Texas Intermediate (WTI), que é negociado em Nova Iorque, avança 3,44% para 56,82 dólares, o que significa que hoje já atingiu a cotação mais elevada desde 1 de agosto.

O crude já vinha recuperando das fortes perdas acumuladas devido à perspetiva de menor procura mundial pela matéria-prima como consequência do maior arrefecimento económico do que era inicialmente previsto e enquanto consequência nefasta da disputa em curso entre Washington e Pequim.

A recuperação do preço da matéria-prima vinha acontecendo nas últimas três sessões com alguma palidez, porém intensificou-se hoje já depois de noticiada a aproximação entre os EUA e a China que permite o regresso às conversações dentro das próximas duas semanas.

Ouro oscila entre máximo de 6 anos e mínimo de uma semana

O ouro teve uma negociação bipolar na sessão desta terça-feira. Depois de durante a manhã ter valorizado para o valor mais alto em mais de seis anos (máximo de abril de 2013), o metal precioso inverteu e está agora a perder 0,58% para 1.502,30 dólares por onça, o que significa que está em mínimos de 7 de agosto.

O metal dourado saiu de máximos de mais de seis anos depois de revelada a decisão da administração Trump adiar para dezembro a entrada em vigor da taxa aduaneira agravada de 10% sobre alguns bens chineses.

Este refrear de tensão reduz os receios quanto às consequências para a economia global inerentes a uma escalada protecionista EUA-China, o que reduz o apetite dos investidores por ativos considerados mais seguros.

Fonte: Jornal de Negócios

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