INEMA tem 68 ambulâncias “escondidas” e apenas 104 com suporte avançado e básico.

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Foram encontradas 33 ambulâncias, das quais 22 usadas e 11 novas,  no Centro Ortopédico e de Reabilitação Polivalente de Viana.
Três dias depois, 38 outras foram encontradas num terreno vedado junto ao Cemitério do Benfica, sendo que todas elas exibiam o o timbre e cor do Instituto Nacional de Emergências Médicas de Angola (INEMA).

Reagindo, em conferência de imprensa, à denúncia da descoberta das 33 ambulâncias, o director-adjunto do Instituto Nacional de Emergências Médicas de Angola (INEMA), José Tiago, disse que o Ministério da Saúde tinha conhecimento da existência das ambulâncias no recinto do Centro Ortopédico de Viana, e há sete anos que procura, junto da representante da marca Iveco, uma estratégia para a recuperação dos meios avariados.
Durante a conferência de imprensa, no Centro Ortopédico de Viana, na presença do inspector-geral da Saúde, Miguel de Oliveira, o responsável do INEMA disse que a instituição tem reportado, há sete anos, a situação das ambulâncias avariadas ao Ministério de tutela.
“Reportamos todos os dias ao Ministério da Saúde. Há sete anos que trabalhamos com esta situação”, disse José Tiago, referindo que as ambulâncias apresentam vários tipos de avarias técnicas, entre mecânicas, eléctricas e de células médicas, principalmente, que estão desestruturadas.
O inspector adjunto-geral do Ministério da Saúde, Miguel de Oliveira, explicou que parte das ambulâncias parqueadas no Centro Ortopédico Regional de Reabilitação Polivalente, no município de Viana, encontram-se avariadas.
Miguel de Oliveira prestou a informação durante a conferência de imprensa realizada no parque de estacionamento daquela unidade sanitária. Realçou que as viaturas de marca Iveco foram colocadas no local por falta de acessórios, assim como de materiais de suporte médico.
De acordo com o responsável, o Instituto Nacional das Emergências Médicas (INEMA) tem vindo a evidenciar esforços para poder recuperar as ambulâncias.
“Trata-se de ambulâncias para serem usadas no transporte de pessoas com doenças altamente infecciosas, como, por exemplo, ébola e marburg”, disse.
Explicou, por outro lado, que outras quatro ambulâncias foram adquiridas para prestar serviço neonatal, como o transporte de bebés prematuros. Enquanto não se encontrar solução, Miguel de Oliveira assegurou que as ambulâncias vão permanecer no mesmo local.

A segunda descoberta resultou de uma denúncia anónima que, posteriormente, chegou ao conhecimento do governador da província de Luanda. Sérgio Luther Rescova deslocou-se ao recinto, onde se deparou com os meios que muito fazem falta para o transporte de pacientes às unidades sanitárias.

O proprietário do terreno, João António, disse ter cedido o espaço a pedido de um amigo, que é responsável da oficina do Instituto Nacional de Emergências Médicas de Angola (INEMA). 
João António explicou que há seis meses estiveram no terreno, onde se encontram as ambulâncias, responsáveis do INEMA, do Ministério da Saúde e do Serviço de Investigação Criminal, mas, infelizmente, nada foi feito. A directora da Saúde do município de Talatona, Claudineth Cerqueira, lamentou o facto de o sector não dispor de qualquer informação sobre o assunto, pelo que considera grave a situação, uma vez que há escassez destes meios a nível da circunscrição.

Director do INEMA
A propósito das ambulâncias encontradas na sexta-feira, no Benfica, o director do INEMA, Eustáquio Gomes, justificou que foram adquiridas em 2005 e que o tempo de vida últil destes meios é de sete anos, podendo chegar até nove anos, em casos excepcionais.
Acrescentou que os meios estão naquele local, cedido pelo dona da oficina, para, posteriomente, serem reparados. Admitiu que as ambulâncias correm o risco de permanecer no quintal por muito mais tempo, atendendo que o fabricante há muito deixou de as produzir, o que torna difícil encontrar peças no mercado.
“Nós temos muitas ambulâncias dessas parquedas e não abandonadas. Com o tempo e, em função das possibilidades financeiras, iremos recuperar algumas. 
O director do INEMA lamentou que o assunto esteja a ser tratado como se se estivesse diante de um crime. Acrescentou não entender as razões para “tanto barulho” a nível da imprensa.

O INEMA conta com 104 ambulâncias com suporte avançado e básico, 478 técnicos, sendo 33 médicos,  32 enfermeiros licenciados , 128 médios e 104 auxiliares, 116 motoristas especializados, 19 telefonistas, entre outros.

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