Ex Ministro dos Transportes condenados a 14 anos de prisão efectiva.

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O “Caso CNC”, julgado pelo Tribunal Supremo, envolve o ex-director-geral do Conselho Nacional de Carregadores (CNC), Manuel António Paulo, e os antigos directores-adjuntos Isabel Bragança, condenada a 12 anos, Rui Manuel Moita a 10 anos e Eurico Pereira da Silva a dois anos de cadeia. Os réus começaram a ser julgados a 31 de Maio deste ano, acusados pelo Ministério Público da prática de peculato, branqueamento de capital, associação criminosa e artifícios fraudulentos para desviar fundos do Estado, com o fim de capitalizar as suas empresas e algumas entidades privadas.

O montante é estimado em mais de mil milhões de kwanzas, 40 milhões de dólares e de 13 milhões de euros do Conselho Nacional de Carregadores (CNC). Augusto Tomás estava em prisão preventiva desde Setembro de 2018.

Augusto da Silva Tomás foi exonerado do cargo de ministro dos Transportes pelo Presidente João Lourenço em Junho do ano passado, não tendo sido, na altura, avançados os motivos da sua exoneração. O afastamento de Augusto Tomás ocorreu em torno de uma polémica sobre uma anunciada parceria público-privada para a constituição de uma companhia aérea. 
Na altura, João Lourenço declarou apenas, sem avançar mais pormenores, que a parceria não iria avançar. “Não vai adiante, não vai sair, não vai acontecer, por se tratar de uma companhia fictícia”, disse, na ocasião, João Lourenço.
Três meses após a sua exoneração, Augusto Tomás foi detido, depois de ter sido ouvido por largas horas no Departamento Nacional de Investigação e Acção Penal (DNIAP) da PGR. O ex-mi-nistro encontra-se enclausurado no Hospital Prisão de São Paulo, em Luanda. 

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