UNITEL: Oi perde receitas e agrava prejuízos no segundo trimestre.

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As receitas da Oi deslizaram 8% no segundo trimestre, enquanto a dívida disparou mais de 25% neste período.

A brasileira Oi, detida em 5,51% pela Pharol, agravou os prejuízos no segundo trimestre deste ano, um período em que viu as receitas a caírem e a dívida a aumentar. Os resultados foram comunicados, esta quarta-feira, 14 de agosto, à Comissão de Valores Mobiliários, regulador do mercado brasileiro.

De acordo com o relatório agora apresentado, a operadora reportou prejuízos de 1.559 milhões de reais (perto de 350 milhões de euros) no segundo trimestre, um agravamento face às perdas de 1.258 milhões de reais registadas em igual período do ano passado.

No conjunto dos seis primeiros meses do ano, registou prejuízos de 991 milhões de reais (222 milhões de euros), que comparam com os lucros superiores a 29 mil milhões de reais que tinham sido alcançados no ano passado.

No segundo trimestre, as receitas da Oi caíram em mais de 8%, para pouco mais de 5 mil milhões de reais. No primeiro semestre, a queda das receitas também é em torno de 8%, para 10,2 mil milhões.

A empresa justifica que todos os segmentos foram “impactados pela queda do tráfego de voz”. Foi no segmento residencial que as receitas mais caíram, ao registarem uma perda de 12% no segundo trimestre e de 13% no conjunto de janeiro a junho.

Já a dívida líquida disparou mais de 25% neste período, totalizando 12.573 milhões de reais no final de junho.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) pela Pharol (antiga Portugal Telecom), em Julho deste ano, a accionista da Oi, a empresa dá conta das suas prioridades para o futuro próximo, adiantando que tem em curso um projecto de desinvestimento em vários activos, nomeadamente na Unitel, na qual detém uma participação de 25%, através da PT Ventures.

A Oi não divulga estimativas para este negócio em concreto, mas, em conjunto com a alienação de outros activos, incluindo um ‘data center’, torres, imobiliário e outros, a empresa conta arrecadar entre 6,5 mil milhões de reais e 7,5 mil milhões de reais (1,5 mil milhões de euros e 1,7 mil milhões de euros, respectivamente, ao câmbio actual).

Fonte: Público e Jornal de Negócios.

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