Operadora que detém 25% da UNITEL a beira da intervenção do Estado. Oi nega rumores.

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Imprensa brasileira noticiou na semana passada que a deterioração das finanças da operadora brasileira poderia levar à intervenção do regulador.

O conselho de administração da Oi afastou esta terça-feira rumores que dão conta de que o regulador das telecomunicações poderia intervir na operadora brasileira, cujo dinheiro disponível em caixa só chega até fevereiro do próximo ano se nada for feito.

Na semana passada, o jornal Estadão adiantou que a Oi está sob intensa pressão financeira. A telecom apresentou um diagnóstico grave à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e mostrou que o dinheiro em caixa chegou ao “mínimo necessário” para se manter a operar, prevendo que os recursos terminem em fevereiro de 2020 caso a situação se mantenha. Na ocasião, o mesmo jornal revelou mesmo que este cenário de deterioração financeira da Oi poderia levar a uma intervenção do regulador na operadora onde a portuguesa Pharol  PHR 1,38% é acionista de referência. As ações da Oi afundaram 30% na bolsa brasileira e a Pharol também foi arrastada: perde quase 20% este mês.

Este rumor já foi afastado pela própria Anatel. A Oi também desmente agora. “É importante ressaltar, como já mencionado em nota da própria Anatel, que não existe nenhuma discussão diferente do acompanhamento já sendo realizadoe que não existe dissenso quanto ao foco na execução do plano estratégico“, referiu a empresa brasileira em comunicado ao mercado.

Ainda segundo o Estadão, a administração da companhia, liderada por Eurico Teles, está neste momento à procura de soluções para dar a volta à crise, estando em conversas com bancos para discutir formas de conseguir obter 550 milhões de euros. Em cima da mesa está a venda de ativos não estratégicos ou um novo aumento de capital, disse o mesmo jornal.

Em comunicado divulgado esta segunda-feira, a Oi disse que o plano estratégico apresentado em julho contempla “diversas frentes de execução, envolvendo ações de curto, médio e longo prazo”, destacando-se os “investimentos em fibra e a recuperação do posicionamento da companhia em várias áreas chave, incluindo FTTH, B2B, Atacado e a geração de valor estratégico com as Operações Móveis”.

“Foram destacadas também as ações de geração de liquidez, incluindo venda de ativos não estratégicos e um amplo programa de redução de custos através de ações de transformação estrutural da companhia”, revelou a empresa.

A GoldenTree Asset Management, maior acionista da brasileira Oi com uma participação de 14,57%, pediu a demissão do CEO da empresa e mostrou preocupação quanto à atual situação financeira da Oi, dizendo ainda estar preocupada com a capacidade da atual administração em vender ativos não fundamentais, como é o caso da sua participação de 25% na operadora angolana Unitel. 

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