Governo desdramatiza situação das queimadas.

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O Ministério do Ambiente negou, nesta segunda-feira, que as queimadas ocorridas na floresta da Amazônia (Brasil) sejam comparáveis aos incêndios registados em Angola, em particular, e em África, em geral.

Numa nota de imprensa, a propósito de informações que dizem haver um número elevado de fogos em Angola, o Ministério do Ambiente admite a existência de queimadas, mas nega haver razões para drama.

O departamento ministerial esclarece que as ocorrências detectadas pelo satélite do Modis (Expectro radiométrico moderado de definição de imagem) podem levar a uma dramatização da situação e desinformar os mais incautos.

Refere que nesta altura do ano, em várias regiões do país, estão a acontecer queimadas que os camponeses levam a cabo na fase de preparação de terras para cultivo.

Fundamenta que estas práticas, apesar de não serem boas, são habituais e controláveis, sem comparação com a Amazónia.

Outra razão das queimadas, segundo o ministério do Ambiente, tem a ver com uma significativa produção de carvão vegetal em quase todo país.

No documento, o Ministério do Ambiente avança que, em estreita coordenação com o Ministério da Agricultura e Florestas e outros parceiros, está a trabalhar com as populações rurais a fim de incutir nelas os conceitos e o conhecimento necessário para a gestão sustentável das florestas comunitárias e mostrar os benefícios resultantes da sua preservação.

A título de exemplo, aponta o “Projecto de Carvão Vegetal Sustentável”, que está a ser implementado há dois anos, envolvendo comunidades de aldeias nas províncias do Cuanza Sul e do Huambo (corredor rodoviário Luanda-Huambo) por terem sido identificadas como áreas de elevado índice de desflorestação, cujo objectivo é a eficiência no aproveitamento dos recursos florestais.

Entretanto, reconhece que, tal como em muitos países da África Subsahariana, há uma elevada perda de florestas nativas no país, resultante de fogos descontrolados, com origem diversa, principalmente a caça, por deficiência da consciência ambiental e debilidades no sistema de fiscalização.

Adianta igualmente que a aplicação criteriosa da Lei de Bases das Florestas e Fauna Selvagem (Lei 6/17 de 24 de Janeiro) e a implementação de programas de educação ambiental, principalmente as áreas peri-urbanas e rurais permitirá colmatar as lacunas existentes na preservação do património natural que as florestas albergam por excelência.

Fonte: Angop.

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