Taxa de Desemprego de Angola avaliada em 29%.

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Segundo o INE, a taxa de desemprego foi de 29,0% no 2º trimestre de 2019 em Angola. O primeiro Inquérito ao Emprego que inaugura a série trimestral estimou a população ativa em 13,6 milhões, o que representa uma taxa de atividade de 87% – trata-se, contudo, de apenas 45,1% da população, já que quase metade dos habitantes tem menos de 15 anos. A taxa de desemprego urbana é superior à registada em zonas rurais (39,3% e 14,3% respectivamente), e o desemprego é maior entre as mulheres que os homens (30,3% contra 27,5%).

Entre os jovens (15-24 anos), a taxa de desemprego é de 53,8%.

O Censo Geral da População e Habitação de Angola realizou-se em maio de 2014 e os dados globais nacionais definitivos, apontando para uma população nacional acima dos 25,7 milhões de pessoas.

Nele, já se constatava que o município de Luanda é o mais populoso de Angola, com 2,1 milhões de habitantes, mas apresenta a maior diferença no rácio entre sexos, com apenas 67 homens por cada 100 mulheres, segundo dados definitivos do recenseamento da população.

A idade média da população de Luanda é de 21,1 anos, enquanto apenas 1,5% dos habitantes têm mais de 65 anos.

O censo permitiu concluir que, contrariamente a projeções anteriores, o município e cidade de Luanda é o mais habitado da província, com 2.194.747 residentes em maio de 2014, seguida de Viana (1.605.291 habitantes), Belas (1.075.109), Cacuaco (1.070.147) e Cazenga (892.401).

Os municípios menos populosos de Luanda – cuja província apresenta um densidade demográfica de 369 pessoas por cada quilómetro quadrado – são Icolo e Bengo (81.144) e Quissama (26.546).

A nível provincial, 18% dos agregados familiares são constituídos por sete membros, mas a média não chega a cinco. O estudo concluiu também que em toda a província o número de “unidades habitacionais” é de 1.484.350, sendo 34% casas arrendadas.

Segundo os resultados do censo, apenas 47% dos agregados familiares têm acesso a “fontes apropriadas” de água para beber, sendo que 46% recorrem ao abastecimento por camião cisterna e 28,9% ao fornecimento da rede pública.

Igualmente “preocupante” é o facto de entre a população com 18 a 24 anos, apenas 25% ter completado o segundo ciclo do ensino secundário e 5% entre a população acima dos 24 anos o ensino superior.

O português é a língua mais falada nas casas da província de Luanda (88%), seguida do kimbundu, do kikongo e do umbundu, enquanto as religiões protestantes ou evangélicas são as mais praticadas (38%), seguidas da católica (31,1) e da islâmica (0,8%).

Fonte: Observador, Estudos BFA.

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