Citigroup e Credit Suisse querem fazer parte do processo de privatizações de Angola.

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O Citigroup e o Credit Suisse olham de forma positiva para África, nomeadamente para o Plano de Reformas e Privatizações de Angola e Etiópia.

São assim esperados excelentes negócios em África, uma vez que “a privatização de companhias é um tema que a instituição considera importante”, disse Vikas Seth, Chefe de Mercados Emergentes do banco Credit Suisse, em entrevista ao Forum Económico de África,”sendo que as mesmas estão profundamente previstas, acrescentou, de acordo com a Bloomberg.

Angola quer privatizar 195 empresas.

Até 2022, o Governo angolano prevê privatizar 195 empresas públicas, das quais 32 estão classificadas como empresas de referência nacional, nomeadamente dos sectores dos recursos mineiros e petróleos, telecomunicações e tecnologias de informação, transportes, finanças, hotelaria e turismo, agricultura e indústria.

Entre as empresas que o Estado angolano prevê alienar, destaque para a petrolífera Sonangol, a transportadora área nacional TAAG, os Correios de Angola, a Angola Telecom, a Empresa Nacional de Seguros de Angola (ENSA), a Empresa Nacional de Diamantes de Angola (Endiama), as participações na operadora Unitel, Banco de Comércio Indústria e Banco Económico (antigo BES Angola), a cimenteira Nova Cimangola, Bolsa de Valores e Derivativos de Angola (BODIVA), entre outras.

Consta do cronograma de acção do Programa das Privatizações [ProPriv], apresentado o mês passado em Luanda, a privatização de 80 empresas/activos em 2019, 91 empresas/activos em 2020, 20 empresas/activos em 2021 e quatro empresas em 2022. As privatizações de 195 empresas públicas angolanas, a realizar até 2022, poderão ser feitas através de concurso público, bolsa de valores, leilão em bolsa e concurso limitado por prévia qualificação, disse hoje fonte oficial na apresentação do programa.

Para o processo de privatizações, cujos contornos gerais foram avançados em Junho, o Governo de Angola contratou o Banco Mundial (BM) como seu “consultor estratégico”.

Segundo a secretária de Estado das Finanças e do Tesouro de Angola, Vera Daves, o Programa de Privatizações (ProPriv), que só este ano prevê privatizar 81 empresas/activos do Estado, surge no âmbito do relançamento do sector privado e da Reforma das Finanças Públicas do país.

Falando hoje durante a sessão de apresentação pública do Programa de Privatizações, a governante referiu que as 195 empresas a serem privatizadas até 2022 foram agrupadas em quatro grandes grupos tendo em conta o perfil dos investidores alvos.

Das 195 empresas públicas que o Governo angolano prevê privatizar nesse período, 32 estão classificadas como empresas de referência nacional, 50 classificadas como empresas participadas e activos da petrolífera estatal Sonangol, 51 unidades industriais da Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo e as restantes 62 consideradas outras empresas e activos.

De acordo com Manuel Nunes Júnior ministro de Estado para o Desenvolvimento Económico de Angola e coordenador do ProPriv, o programa faz parte de um processo mais amplo de reestruturação do sector empresarial público, que pretende “não apenas promover a iniciativa privada”, como também “garantir que ali onde o Estado estiver presente seja eficiente e acrescente valor ao processo de criação de riqueza no país”.

Com este processo de privatizações, um conjunto de activos do Estado que se encontram paralisados ou a funcionar muito abaixo da sua capacidade poderá, com uma gestão de melhor qualidade, “melhorar a sua eficiência”. “E contribuir de modo mais efectivo para o aumento da produção nacional, para o aumento do emprego, para a substituição de importações e diversificação das exportações”, indicou Para Manuel Nunes Júnior.

A estrutura de coordenação do ProPriv inclui uma Comissão Nacional Multissectorial responsável pela sua implementação, criada por despacho presidencial em Dezembro de 2018, com titulares de departamentos ministeriais e um grupo de apoio técnico.

“Em relação à previsão do encaixe financeiro que resultará do Programa das Privatizações [ProPriv], neste momento não temos ainda uma estimativa de receitas, porque resultará de um processo de avaliação de cada empresa que será sujeita à privatização”, afirmou ministro das Finanças angolano, Archer Mangueira hoje durante a sessão pública de apresentação do ProPriv, em Luanda.

“Oportunamente e à medida que formos implementando o Programa de Privatizações divulgaremos as receitas que forem registadas no tesouro nacional”, assegurou quando questionado por jornalistas.

Aludindo à Lei de Base das Privatizações, aprovada em Maio passado, e às medidas plasmadas no ProPriv, o governante garantiu que as receitas que daí resultarem serão destinadas ao “financiamento da economia, especialmente ao desenvolvimento do sector produtivo”.

Fonte: Bloomberg / Publico

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