Diplomacia e Política Cambial tornam Angola novamente atraente para investidores chineses.

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De acordo com a Bloomberg, Angola voltou a ser um centro de atração para o investimento chinês, cujo interesse surge renovado, após adopção de novas regras para as transferências de moeda externa e regras migratórias flexíveis.

Após fuga em massa de inúmeros cidadãos do colosso asiático, o segundo maior produtor de petróleo em África começa a emitir sinais de recuperação.

Xu Ning, Presidente da Associação Industrial e de Comércio Angola – China, diz que Luanda “para um novo grupo de empresas chinesas ligadas ao sector industrial é um novo chamariz”. Para o representante do empresariado Sino, “o novo Governo tem tomado decisões que tornam Angola um país seguro para investir, ao contrário do que ocorria antes”.

Fim das detenções arbitrárias.
Para Xu Ning, sob o mandato do Chefe de Estado, João Lourenço, terminaram as detenções arbitrárias a cidadãos chineses quer da parte da Serviços de Migração, quer pela polícia de segurança pública.

O Governo tomou ainda uma atitude de absoluto combate ao rapto de cidadãos oriundos da China.

Banco Nacional de Angola e política cambial assertiva.
O Presidente da Associação para o Comércio aponta a obtenção de moeda externa e a política cambial definida após chegada ao poder do Presidente João Lourenço, que corresponde a venda da divisa americana, ao câmbio de 37 mil Kwanzas por cada 100 dólares, como uma medida necessária e que correspondeu a redução abismal das restrições verificada até então, tornado Angola um país novamente atraente, reduzindo a diferença em relação a especulação verificada na actividade informal,.

O Kwanza continua a depreciar ao longo de 2019. No mercado cambial, a moeda angolana registou uma depreciação superior a 9% face ao dólar nos primeiros seis meses do ano. Apesar de ser uma perda de valor considerável, é menos pronunciada do que a presenciada no mesmo período em 2018 (-33.43%).

Se em Janeiro último, um dólar equivalia a 31,016 kwanzas, hoje o mesmo montante da divisa europeia compra 34,198 kwanzas (uma variação de 10%).

Hoje, constata-se que por cada 100 euros é necessário dispender pelo menos 40 mil kwanzas.
Por sua vez, por cada 100 dólares, os angolanos abdicam de aproximadamente 37 mil kwanzas.
Na primeira semana de Setembro o Banco Central angolano vendeu para os bancos comerciais, 375 milhões de dólares.

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