O Duque de Sussex deixou, ao princípio da tarde deste sábado, Luanda, depois de um encontro com o Presidente João Lourenço e a primeira-dama. Uma visita “de sucesso”, como disse a embaixadora britânica.

Harry terminou a sua visita de trabalho de 72 horas a Angola, no quadro do seu apoio às ações de desminagem. No Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, em Luanda, o segundo filho da Princesa Diana recebeu cumprimentos de despedida da ministra de Estado para Área Social, Carolina Cerqueira, e do governador de Luanda, Luther Rescova. Recebeu, igualmente, cumprimentos da embaixadora britânica em Angola, Jessica Hand , e do embaixador de Angola no Reino Unido, Rui Mangueira.

Neste último dia da visita, o Príncipe Harry foi recebido pelo Presidente da República, João Lourenço, e, na sequência, manteve um encontro com a primeira-dama da República, Ana Dias Lourenço, no quadro do projeto “Nascer livre para brilhar”, que dá apoio a crianças que têm mães seropositivas, noticiou a Angop.

Henry Charles Albert David iniciou a sua visita a Angola quinta-feira (dia 26), no município do Dirico, província do Cuando Cubango, onde, depois de ter pernoitado, se inteirou do processo de desminagem.

Como último ponto de agenda, o príncipe britânico foi recebido pelo chefe de Estado angolano, João Lourenço, seguindo-se um encontro com a primeira-dama de Angola, Ana Dias Lourenço, sem declarações à imprensa.

Na sua conta na rede social Instagram, o Duque de Sussex publicou uma fotografia com João Lourenço, agradecendo-lhe o “acolhimento incrivelmente caloroso” do país e salientando que a visita permitiu “verificar o impacto” que teve a sua mãe, Diana de Gales, e dar continuidade ao seu trabalho em prol de um mundo “livre de minas”.

Segundo a embaixadora Jessica Hand, esta primeira visita oficial a Angola, depois de ter estado já em território angolano em 2013, “foi para ele significativa, do ponto de vista de honrar o trabalho da sua mãe”. O príncipe notou “mudanças positivas em Angola entre o período da visita da sua mãe e o atual”.

Harry deslocou-se a Angola depois da visita da mãe, a princesa Diana, em 1997, tendo como foco a promoção da desminagem em benefício da população, do ambiente e do ecoturismo.

“O ecoturismo não pode beneficiar apenas os estrangeiros, deve também ser um investimento que impulsione o desenvolvimento da população local, onde o turismo tem lugar. Por isso, pode ser um desenvolvimento muito positivo para Angola”, salientou Jessica Hand.

O duque de Sussex iniciou, no Dirico, a sua deslocação a Angola, visitando um projeto da Organização Não Governamental (ONG) britânica Halo Trust, que visa limpar campos minados nos parques naturais de Mavinga e Luengue-Luiana, na bacia do rio Okavango, no qual o governo angolano vai investir 60 milhões de dólares.

A embaixadora agradeceu a cooperação das autoridades angolanas, na preparação de três dias.

Sobre a desminagem, Jessica Hand disse que o Governo britânico está a avaliar os atuais projetos levados a cabo pelas ONG The Halo Trust, Mines Advisory Group e Ajuda Popular da Noruega (Norwegian People’s Aid).

De acordo com a embaixadora, o duque, depois desta visita, vai continuar a apoiar a iniciativa, não necessariamente focado nos lugares por onde passou a princesa Diana, mas em outras regiões ainda afetadas pelas minas, nomeadamente, as províncias do Moxico e Cuando Cubango.

“Mas também é importante lembrar que a princesa Diana iniciou um processo global e é importante continuar esse processo, para eliminar as minas em todo mundo”, disse, acrescentando: “É possível que Angola possa vir a ser o próximo país a declarar-se sem minas”.

Fonte: Lusa