Fraco desempenho do sector petrolífero influencia economia.

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Angola consta da lista de países africanos, cuja recuperação da economia manteve-se fraca, uma situação que está a “pesar” as perspectivas da região, de acordo com o relatório da 20ª edição do Africa’s Pulse – a actualização económica semestral do Banco Mundial, para a região, apresentado esta quarta-feira, em Washington.

As previsões  do Banco Mundial  em relação  ao crescimento da economia  de  Angola, para  2019 é de 0,7%, um dado  que se espera ser  o mais  real, visto que  outros  consultores   internacionais  apontam para menos  desta  percentagem.

Todas  as instituições internacionais que reviram as  previsões  da  economia  de  Angola,  fizeram-no  para  recessão.

 Da  lista, de acordo com o relatório do Banco Mundial, constam  além de  Angola,   a África  do Sul e  a  Nigéria,   três  maiores economias  da  região, que mantiveram-se  fracas.

 O relatório  apresentando esta  quarta-feira, em  Washington DC, e acompanhado  por  Angola  em  vídeo-conferência,  por  jornalistas e economistas, refere  que  o desempenho “fraco” do sector  petrolífero  influenciou  na  recuperação da economia, durante o período em referência.

Excluindo  Angola,   a Nigéria e  a África  do Sul,  o  documento  refere que o  crescimento  no resto do  subcontinente  deverá  manter-se  robusto,  embora  mais lento  em alguns países.

 De acordo com a 20ª  edição do  Africa’s  Pulse,  o  crescimento  na África Subsariana  deverá   aumentar  de 2,6 porcento em 2019,  contra  2,5%  de  2018, 0,2  pontos percentuais  inferior a  revisão  de  Abril  deste  ano.

Prevê-se  que o  crescimento  médio  entre países  em  utilização  intensiva  de recursos  diminua, reflectindo os efeitos  dos  ciclones  tropicais  em Moçambique  e no Zimbabwe, a  incerteza  política  no Sudão, o enfraquecimento das exportações agrícolas  no Quénia  e a consolidação  fiscal  no Senegal.

Para  os  países  da  Comunidade  Económica  e  Monetária  da África  Central,   que  também  fazem uso intensivo  de recursos, a actividade  deverá  expandir-se  a um ritmo modesto,   apoiada pelo  aumento da produção  petrolífera.

Entre os  exportadores  de metais, prevê-se  que  seja  moderado,  uma  vez que a produção  mineira  está a  abrandar   e os preços  dos  mesmo  a descer.

“ As  economias  africanas  não  estão  imunes  ao que está  a  acontecer no resto do mundo, e  isto  reflecte-se  nas  moderadas  taxas  de crescimento em  toda região”, disse  Albert  Zaufack, economista-chefe  do Banco  Mundial para  África.

 O  documento,  que inclui  secções  especiais  sobre  a aceleração  da redução  da pobreza, que  afecta mais  de 400 milhões  de habitantes em África,  faz  também menção ao  empoderamento  das mulheres  no continente.

 Quanto a esta  questão, o  vice-presidente  do Banco Mundial para África,  Hafez  Ghanem,  considerou que, o emponderamento  das mulheres  é o caminho  para impulsionar  o crescimento.

“ Os decisores  africanos  enfrentam  uma importante escolha:  manter tudo como  está ou  dar  passos  deliberados  para  uma economia  mais inclusiva”, disse  Hafez  Ghanem.

Economista  surpreso com previsões

O  economista  Carlos  Rosado  mostrou-se  surpreso com as  previsões  do Banco Mundial, de 0,7%, para este ano, em  relação à  recuperação da  economia de  Angola.

“Deus queira que  esta  previsão se materialize porque, até agora,  as revisões  de todas as   instituições  que  acompanham a economia  angolana  são no sentido de   recessão, um  crescimento negativo”,  analisou.

 Curioso, aguarda  pelas previsões  do Fundo Monetário Internacional (FMI) que serão divulgadas  nos próximos dias.

O Fundo  Monetário Internacional  apontou  em 0,4%,   uma previsão  que  também  poderá  baixar   também para  uma  recessão  económica, de acordo com o  economista.

“De alguma  maneira estas previsões  do  Banco Mundial  destoam um pouco das outras,  mas  queira  que  seja a previsão  certa”,  augura o economista.

 Carlos Rosado  também concorda que  o desempenho do sector petrolífero  esteja a levar a economia angolana na  recessão, com a  baixa produção do petróleo.

 “A nível local   produzimos 1.200  mil  baris  de petróleo e estamos a produzir pouco mais de 1.400 mil barris  por dia”, disse o técnico.

 O governo previa para este ano, o especialista,  uma produção de  um milhão e 570 mil barris de petróleo por dia,  uma previsão que  actualmente  ronda os um  milhão e 400 mil  barris dia.

Para sí, é fundamental  saber que o petróleo está a levar a economia  para  a recessão.

Aparentemente, o  Banco Mundial acredita  que o  sector não petrolífero  pode  crescer e com o resultado das reformas estruturais poderá compensar  o  crescimento negativo  do sector petrolífero.

Fonte: Angop.

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