1200 unidades industriais estão inscritas para operar.

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Angola tem, actualmente, mais de 1.200 empresas do sector industrial registadas, mas apenas 30 por cento reportam, mensalmente, os dados da produção ao Ministério da Indústria, revelou o director do Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística (GEPE) do departamento ministerial.

José Sala, que apresentou ao Jornal de Angola, na Expo-Indústria 2019, a decorrer até amanhã, na Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo, os dados do relatório do programa Pesquisa da Produção Industrial de Angola Mensal (PPIAM), anunciou que, para inverter o quadro, o Ministério da Indústria trabalha na sensibilização das empresas que ainda não reportam a sua produção.
Com o programa de sensibilização, o responsável disse acreditar que, em breve, todas as empresas industriais vão passar a reportar a sua produção, acto que representa um factor que serve de barómetro para se aferir os níveis de produção dos subsectores.
O director do Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística avançou que a actividade industrial é muito maior, em comparação com o número de empresas registadas, uma constatação do censo, promovido, em 2014, pelo Ministério da Indústria, e que revelou a existência de um número expressivo de actividades industriais que não ainda estão cadastradas.
“Todo o processo de transformação é uma actividade industrial”, considerou José Sala, dando, como exemplos, os serviços de carpintaria feitos nas ruas e das padarias, estando a maioria não registada. José Sala reconheceu o impacto que essa situação tem do ponto de visto económico e social, caso estejam na formalidade, além de permitir ao Ministério da Indústria ter uma ideia mais concreta da capacidade da produção interna. />Sobre as motivações do não cadastramento de algumas actividades industriais, o director do Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística do Ministério da Indústria explicou que se trata de factores estruturais, de organização e do pouco acesso à informação por parte dos proprietários.

Avaliação do Prodesi
Sobre a avaliação que faz do Prodesi, o director do Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística reiterou que o programa visa, fundamentalmente, reduzir as importações e, com a sua aplicação efectiva, resultar no aumento de indústrias no mercado nacional.
Com o Prodesi, exemplificou, há um diploma que orienta que as forças de defesa e segurança (Forças Armadas e Polícia Nacional), antes de fazerem a aquisição dos produtos de consumo corrente, devem consultar o mercado interno.
No âmbito do Prodesi, o país pretende igualmente melhorar sete posições no ranking do “Doing Business”, onde ocupa, actualmente, a 173º entre 190 economias do Mundo. Por isso, disse ser determinante a garantia do acesso às infra-estruturas e a redução do tempo para o tratamento da documentação necessária para a implementação de um projecto.
José Sala avançou que a avaliação é feita, periodicamente, pelo Banco Mundial e pelo Executivo, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Nacional (PDN), uma vez que tem metas predefinidas e as acções levadas a cabo concorrem para que estejamos melhor posicionados.

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