Estado angolano revela perdas de 218 milhões de dólares por ano para a manutenção dos custos operacionais das companhias do sector empresarial público.

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O Estado emprega 85 mil milhões de kwanzas por ano (aproximadamente 218 milhões de dólares) em subsídios para a manutenção dos custos operacionais das empresas do sector empresarial público, obtendo dividendos de apenas 250 milhões (641 mil dólares), declarou ontem, em Luanda, o administrador do Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE) Gilberto Luther, para explicar a necessidade das privatizações.

Ao falar numa conferência sobre as “Privatizações , Oportunidades e Desafios”, o administrador sublinhou que o Estado não recebe o esperado pela actividade empresarial pública, além de perdas superiores a 84 mil milhões de kwanzas por ano.

As alienações previstas pelo Programa de Privatizações (ProPriv), envolvendo 195 empresas nacionais em quatro anos, 32 das quais consideradas de referência nacional, visam reduzir a presença do Estado na economia, diminuir os custos, redimensionar o posicionamento a nível do aparelho empresarial, bem como dinamizar o sector privado, acrescentou Gilberto Luther.
“É aos privados que cabe o papel de serem os motores da economia e, ao Estado, cabe diminuir a sua presença no tecido empresarial nacional”, disse o administrador do IGAPE, numa reafirmação do rumo das decisões de política económica.
Com o ProPriv, o Governo procura maximizar a receita arrecadada e revitalizar o mercado interno, disse Gilberto Luther, destacando o papel que jogam nesse processo o IGAPE, a Bolsa da Dívida e Valores de Angola (Bodiva) e o Governo.
O coordenador da Comissão Nacional Interministerial para a Implementação do Programa de Privatização, Patrício Vilar, tranquilizou, ao falar na conferência, os empresários preocupados com as garantias de retorno do capital, com o repatriamento de dividendos, caso adquiram activos ao longo da aplicação do ProPriv.
Patrício Vilar garantiu que o processo está tecnicamente resolvido e que a questão será objecto de um aviso já anunciado pelo governador do Banco Nacional de Angola (BNA), José de Lima Massano, à margem da última reunião da Comissão Económica do Conselho de Ministros.

Fonte: JA

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