Executivo de João Lourenço encontrou a maioria das empresas públicas falidas, com prejuízos ou sem apresentarem contas. Mudança de paradigma em curso.

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De acordo com a edição de sábado do jornal Expansão, 8 em 81 empresas públicas de Angola estão em falência técnica, 24 apresentam prejuízos e 27 não publicaram as suas contas.

Segundo o semanário, entre as Demonstrações Financeiras apresentadas, sete viram as suas contas aprovadas sem reservas pelos auditores independentes, em três, os auditores recusaram-se a emitir opinião (ENDE, Edições Novembro e Ferrangol) e dez apresentaram resultdos não auditados.

IGAPE reprova relatórios e contas de 32 empresas

Entre as reservas, os auditores dizem que as empresas públicas violam até as regras mais elementares da contabilidade, como a distinção das contas a pagar e contas a receber.

O Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE) esteve reunido durante a manhã de ontem para analisar as contas de 58 empresas públicas.

No final do encontro os gestores foram informados que sete relatórios e contas foram aprovados sem reservas, 19 aprovados com reservas e 32 não foram aprovados.Os relatórios aprovados sem reservas são do Porto do Lobito, ENANA, Caminhos-de-Ferro de Benguela, Caminhos-de-Ferro de Luanda, Recredit, BODIVA e BCI.

Entre as reservas, os auditores dizem que as empresas públicas violam até as regras mais elementares da contabilidade, como a distinção das contas a pagar e contas a receber.

O auditor da Angola Telecom, Ernest & Young, cujas contas foram aprovadas inundadas de reservas, diz, por exemplo, que “os procedimentos e controlos internos vigentes não permitem assegurar que todas as transações realizadas foram devidamente capturadas e registadas no exercício a que respeitam”.

Entre os 6 pontos da base para a opinião com reservas, o auditor refere que “a empresa concluiu, com referência a 31 de Dezembro de 2018, a reconciliação do cadastro de imobilizado com os resultados da inventariação física parcial do seu imobilizado corpóreo, tendo identificado divergências e, em especial, um conjunto de bens relativamente aos quais não foi possível obter evidencia apropriada e suficiente quanto à sua existência física e/ou nível de valorização desses investimentos”.

De acordo com um contabilista de uma das empresas públicas que prefere não ser citado, as empresas fora do sector financeiro ainda não adoptaram as normas internacionais de contabilidade, “mas já estão a trabalhar neste sentido”.

A apresentação das contas públicas é um imperativo legal que agora vem reforçado pela necessidade de os gestores públicos apresentarem a real situação de cada empresa, uma vez que muitas delas integram a lista das 195 empresas e activos do Estado a serem privatizados até 2022.

Fonte: Expansão e outros.

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