Nina Franco inaugura exposição sobre violência contra as mulheres.

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Feminicídio, aborto clandestino e a violência contra as mulheres. São estes os retratos que Nina Franco, artista visual e ativista nascida no Rio de Janeiro, a viver e a trabalhar atualmente em Londres, traz a Portugal e para a exposição Sobre(viver) que está patente em Vila Franca de Xira.

Feminicídio, aborto clandestino e a violência contra as mulheres. São estes os retratos que Nina Franco, artista visual e ativista nascida no Rio de Janeiro, a viver e a trabalhar atualmente em Londres, traz a Portugal e para a exposição Sobre(viver) que está patente em Vila Franca de Xira.

A artista e ativista brasileira inaugura uma mostra com 16 obras inéditas que pretendem promover a reflexão sobre a violência contra a mulher e o feminicídio. O recente renovado debate sobre este tema no Brasil foi a inspiração de Nina Franco para o trabalho, pensado com base na “pressão da sociedade civil, das igrejas, do congresso ultraconservador que impede avanços reais”.

“Sobre(viver)” é o título desta exposição que marca a primeira mostra de Nina Franco em Portugal, e que tem inauguração prevista para as 19:00 de sábado, 19 de outubro, na Galeria Paulo Nunes – Arte Contemporânea, cotando com o apoio da Embaixada do Brasil em Portugal.

A artista e ativista brasileira vem do Reino Unido, onde está sediada, e apresenta obras criadas ao longo deste ano para esta exposição, à exceção do projeto “Clandestinas”, que também foi apresentado em março último na Hybrid Art Fair de Madrid. Esta última é uma performance e instalação, composta por fotografias, fio de lã e cabides, constituindo uma homenagem a todas as mulheres que morreram em consequência de práticas de aborto inseguras.

Os cabides simbolizam a morte, uma vez que são um dos objetos utilizados nos processos de aborto ilegal, na descrição da galeria. Ao mesmo tempo, o número de mulheres vítimas mortais de práticas de aborto clandestino continua a aumentar no país, segundo o texto divulgado sobre a exposição.

O feminicídio é outro dos temas que a artista aborda nestes trabalhos, e que visa promover a reflexão num contexto socioeconómico e cultural mais alargado. Em Portugal, só este ano, 24 mulheres foram mortas em contexto de violência doméstica.

No seu trabalho usa fotografias, textos e objetos, experimentando habitualmente materiais e suportes para contar histórias.

Fonte: CB com Lusa e Lusa.

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