Reservas internacionais líquidas de Angola estão seguras e cifradas nos 10,1 mil milhões de dólares. Acordo com o FMI concede margem até aos 9,1 mil milhões de dólares.

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As reservas internacionais líquidas de Angola caíram 717 milhões de dólares em Setembro para 10,1 mil milhões de dólares, o valor mais baixo da série estatística do Banco Nacional de Angola, segundo o comentário de mercado semanal do Banco de Fomento Angola (BFA).

Os analistas do BFA adiantaram que as reservas internacionais líquidas angolanas diminuíram 555 milhões de dólares comparativamente a Dezembro de 2018, uma queda média mensal de 62 milhões de dólares, representando em Setembro 5,6 meses de importações, estando assim abaixo dos seis meses tidos como objectivo pelas autoridades.

No mesmo período de 2018 as reservas internacionais líquidas de Angola haviam registado uma quebra média mensal de 183 milhões de dólares, pode ler-se no documento.

O documento recorda que o limite mínimo acordado com o Fundo Monetário Internacional para Dezembro de 2019 é de 9,1 mil milhões de dólares.

O comentário de mercado do BFA menciona as decisões saídas da mais recente reunião da Comissão de Política Monetária do Banco Nacional de Angola, que decidiu aplicar “um regime de câmbio flutuante em que a taxa de câmbio é livremente definida pelo mercado”, mudança que vai ao encontro da declaração do FMI de que o excesso de procura de divisas só seria resolvido “quando a taxa de câmbio pudesse variar livremente.”

A moeda angolana, o kwanza, depreciou-se 6,1% face ao dólar nos últimos sete dias, sendo o dólar negociado ao câmbio médio de 478,2 kwanzas na passada sexta-feira, sendo que a depreciação desde o início do ano atingiu 35,97%.

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